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Historiador que negou holocausto diz que 'errou' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O historiador britânico David Irving se declarou culpado das acusações de que teria negado o holocausto, no primeiro dia de seu julgamento em Viena, na Áustria. Ele foi detido em novembro passado no sul do país, por causa de uma entrevista concedida em 1989, na qual negava a existência de câmaras de gás no campo de Auschwitz. Negar o holocausto é crime na Áustria e na Alemanha. Irving disse ter "mudado de opinião", e reconheceu ter sido um erro ter contestado a existência das câmaras de gás e a morte de milhões de judeus na 2ª Guerra Mundial. "Não nego o holocausto. Minhas opiniões mudaram. A história é um processo constante. Quanto mais você aprende, mais documentos se tornam disponíveis e tenho aprendido muito desde 1989", disse ele à BBC antes do julgamento. Dez anos O historiador acusou o governo austríaco de ter medo de deixar os historiadores fazerem seu trabalho. "É ridículo estar sendo julgado por algo que disse há 17 anos." Perguntado sobre o termo holocausto, o historiador disse que chamaria o ocorrido de "tragédia judia da 2ª Guerra Mundial". Ele disse que se declararia culpado das acusações 'por não ter outra opção'. Irving corre o risco de ser condenado a até dez anos de cadeia. Irving foi detido em novembro quando foi à Áustria dar uma palestra em uma fraternidade estudantil de extrema-direita. Ele foi parado pela polícia enquanto dirigia por uma estrada no sul do país e permanece em custódia policial desde então. Em uma carta para a BBC, escrita de sua cela, Irving havia dito que algumas de suas opiniões sobre as câmaras de gás haviam mudado. Ele expressou, entretanto, posições que seriam contestadas pela maioria dos historiadores. |
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