|
Israel adia decisão sobre sanções aos palestinos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro israelense em exercício, Ehud Olmert, reuniu o gabinete nesta sexta-feira para revisar as alternativas de sanções que podem ser impostas à Autoridade Palestina, mas nenhuma decisão foi tomada. Vários participantes disseram à agência de notícias AP que Israel vai esperar para ver como os palestinos vão agir depois da posse do novo Parlamento. Entre as sanções cogitadas estão voltar a barrar milhares de trabalhadores palestinos, fechando as entradas da Faixa de Gaza e considerando a Autoridade Palestina como inimiga. Ehud Olmert recebeu um resumo detalhado das sanções propostas e o gabinete israelense deve tomar uma decisão final e votar a implementação das sanções neste domingo. Primeiro-ministro do Hamas Em Gaza, o Hamas teria escolhido seu primeiro-ministro, Ismail Haniyeh, apesar da decisão ainda não ser oficial. A escolha seria um sinal de pragmatismo, já que Haniyeh é considerado moderado e tem agido como intermediário entre o Hamas e a liderança do Fatah que deixa o governo. Haniyeh acusou Israel de infligir punição coletiva aos palestinos e garantiu que "o nosso povo não vai se ajoelhar ante medidas israelenses". O ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, recomendou na quinta-feira a lista de restrições a serem impostas à Autoridade Palestina, que com a vitória do Hamas nas eleições legislativas, passa a ser dominada pelo grupo militante. Além da interrupção da ligação entre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, a lista prevê o impedimento da entrada de trabalhadores palestinos em território israelense e o corte de recursos em áreas palestinas. As sanções também incluem acabar com as importações de produtos vindos de Gaza. Israel é o maior mercado para este produtos as exportações para o resto do mundo saem de portos israelenses. Exigências de Abbas O líder palestino, Mahmoud Abbas, disse que vai exigir que o Hamas aceite publicamente o seu objetivo de alcançar um acordo de paz com Israel e reconhecer acordos passados com o Estado israelense. Se as sanções forem impostas, cerca de 4 mil famílias palestinas vão perder sua principal fonte de renda com a proibição de entrarem e trabalharem em Israel. O movimento de oficiais palestinos entre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza também deve ser afetado. Israel também ameaça suspender a transferência de cerca de US$ 50 milhões (R$ 105 milhões) por mês em impostos e taxas de alfândega recolhidos para os palestinos. A ajuda humanitária, no entanto, não seria afetada, de acordo com o governo israelense. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Mark Regev, acredita que as posições de Israel em relação ao Hamas são compartilhadas pela comunidade internacional. "A idéia é induzi-los a tomar as decisões corretas", disse Regev. Amir Peretz, do partido Trabalhista, mais moderado, disse que há "formas indiretas de contornar o Hamas e fortalecer forças moderadas". Para Saeb Erekat, advogado do Fatah e durante anos o principal negociador palestino junto a Israel, "vamos ter uma crise de grandes proporções". |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Israel quer proibir a movimentação de palestinos 16 de fevereiro, 2006 | Notícias Hamas deve indicar primeiro-ministro moderado16 de fevereiro, 2006 | Notícias Congresso dos EUA aprova corte de ajuda palestina 16 de fevereiro, 2006 | Notícias Parlamento palestino amplia poderes de Abbas13 fevereiro, 2006 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||