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Rumsfeld nega que tropas estejam sobrecarregadas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, descartou nesta quarta-feira que o Exército americano esteja sobrecarregado com as suas operações no Iraque e no Afeganistão. A idéia é defendida em dois relatórios, um deles feito por um especialista do próprio Departamento de Defesa (Pentágono). O documento, ainda a ser publicado, sugere que, se mantiver o atual ritmo, o Exército poderá não conseguir se manter no Iraque até que a insurgência seja vencida. O autor, o especialista do Pentágono Andrew Krepinevich, menciona, por exemplo, os problemas experienciados pelo Exército em alcançar as metas de recrutamento no ano passado. O outro relatório que aponta o problema foi elaborado por ex-membros do governo de Bill Clinton e afirma que as tropas estão sob pressão por causa de um número supostamente excessivo de missões no exterior. Os Estados Unidos mantêm tropas no Afeganistão, em Kosovo e no Iraque - onde o país mantém 138 mil militares. O estudo encomendado por parlamentares democratas foi escrito pelo ex-secretário de Defesa William Perry e pela ex-secretária de Estado Madeleine Albright, entre outros autores. "Esta pressão, se não for aliviada logo, terá efeitos altamente corrosivos e efeitos de longo prazo na força", diz o documento. O relatório prevê, por exemplo, problemas ao recrutar tropas e manter o contingente atual por causa das freqüentes missões no exterior e da falta de equipamentos militares. O documento também acusa o governo do presidente George W. Bush de avaliar mal o tamanho da força necessária no Iraque após a invasão, criando "um risco real de quebrar a força". "A força não está quebrada", disse Rumsfeld. Ele defendeu a atuação do Exército e disse que as conclusões dos relatórios "simplesmente não (eram) consistentes com os fatos". Os autores também alertam que a falta de uma reserva estratégica "aumenta o risco de potenciais adversários serem tentados a desafiar os Estados Unidos". O correspondente da BBC em Washington Adam Brookes diz que os relatórios ecoam opiniões de parte do Congresso e mesmo de alguns membros das Forças Armadas. Eles temem que o Exército não tenha capacidade de arcar com um prolongamento do conflito no Iraque ou com o eventual envolvimento dos Estados Unidos em outro conflito. |
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