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Baleia do Tâmisa volta a se afastar do mar | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Equipes de resgate estão tentando imaginar uma maneira de salvar uma baleia que se perdeu no rio Tâmisa, em Londres, depois que ela voltou a nadar para o oeste, afastando-se ainda mais do mar. Durante a madrugada de sábado, a baleia havia sido vista em Greenwich, no leste londrino, o que poderia indicar que ela estava voltando para o seu habitat natural. Mas durante a manhã ela reapareceu na região de Battersea, na regiões oeste da capital britânica, e, desorientada e exausta, foi vista encontrando dificuldades para enfrentar as fortes correntes do Tâmisa. Especialistas temem que o animal acabe encalhando quando a maré baixar, no decorrer deste sábado. Mas, para Mark Stevens, de uma ONG que trabalha no resgate de animais aquáticos, esta pode ser a melhor forma de garantir a saúde da baleia, mesmo que sofra alguns ferimentos durante o processo. “Não podemos colocar ninguém na água para resgatar este animal”, disse Stevens. “Ela é muito forte para nós, as pessoas poderiam se ferir.” Mas ele disse que, caso ela encalhe, equipes de resgate podem usar barcos infláveis, arreios e guindastes para que um veterinário a examine. Sacrifício Especialistas chegaram a pensar em sacrificar a baleia, da espécie nariz-de-garrafa-do-norte, com medo de que ela ficasse encalhada com a mudança da maré durante a noite. O enorme cetáceo, de cinco metros de comprimento, foi visto pela primeira vez às 8h30 (6h30 de Brasília) desta sexta-feira, atraindo grande atenção do público e da mídia. Multidões se formaram ao longo do rio que atravessa Londres para ver o animal, que geralmente vive em grandes profundidades. Mas a extraordinária visita passou a causar preocupação quando a baleia chegou muito perto da margem, quase ficando encalhada, e sofreu um pequeno sangramento após se chocar com um barco. Alison Shaw, do Programa de Conservação de espécies marinhas e águas frescas do Zoológico de Londres, disse não saber como a baleia foi parar no Tâmisa. Segundo Shaw, a baleia-nariz-de-garrafa-do-norte é geralmente encontrada em grupos, de três a dez indivíduos, no Oceano Atlântico perto da Noruega. No verão, elas costumam se estabelecer na costa da Grã-Bretanha e da Irlanda. Esses animais geralmente também pesam cerca de sete toneladas, o que complicaria qualquer tentativa de resgate. Essa foi a primeira vez que uma baleia foi avistada no Tâmisa desde que o monitoramento do rio começou, há cerca de 90 anos. Poluição Os especialistas acreditam que ela tenha nadado desde o mar até o centro da cidade, ultrapassando uma barreira que controla o nível das águas na manhã desta sexta-feira. "Eu a vi lançando um jato de água", disse Tom Howard-Vyne, que trabalha na roda gigante London Eye, na margem sul do Tâmisa. As primeiras notícias de que havia uma baleia subindo o rio Tâmisa surgiram na quinta-feira. O Grupo de Mergulhadores de Resgate da Vida Marinha recebeu alertas de que havia duas baleias no rio. Os mergulhadores entraram na água e encontraram apenas uma. No fim da tarde de quinta, o animal passou uma barreira do rio e os especialistas acreditam que ela tinha ido embora. "Então às 8h30 (de sexta-feira) recebemos um telefonema de alguém dentro de um trem que pensou que havia tido alucinações e avistado uma baleia subindo o Tâmisa ao lado da ponte Waterloo." Ao longo dos anos, muitos visitantes inesperados apareceram no rio Tâmisa, entre eles golfinhos e focas. Outras baleias já foram vistas no estuário do rio, mas nunca no centro da capital britânica. Até alguns anos atrás, o Tâmisa era poluído e visto como um rio em que a vida aquática era inviável. Um projeto limpou suas águas e atualmente há mais de uma centena de espécies de peixes nadando em seu leito. |
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