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UE promete US$ 100 mi para combater gripe aviária | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A UE (União Européia) prometeu nesta sexta-feira US$ 100 milhões (cerca de R$ 227 milhões) para ajudar os países mais pobres a lidar com a ameaça da gripe aviária. O anúncio foi feito poucos dias antes da conferência internacional de doadores na China, onde a ONU espera arrecadar cerca de US$ 1,5 bilhão. A gripe aviária já está às portas da UE, com três vítimas fatais entre os 18 casos humanos registrados na Turquia. A França já anunciou que vai conduzir exercícios simulando um surto da doença para testar o quão pronto está o país. O primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, disse que vai ampliar a proibição sobre criações de aves ao ar livre para que ela atinja mais da metade do país - o maior produtor de aves da Europa. O ministro da Agricultura disse que as medidas foram estendidas para áreas de risco "onde pode haver aves migratórias", acrescentando que novas medidas serão adotadas "se a ameaça se aproximar". O segundo maior produtor de aves da Europa, a Holanda, afirmou que vai enviar à Comissão Européia um pedido para vacinar suas aves contra a gripe aviária. Ameaça global Cientistas que analisaram o vírus da Turquia afirmam que é uma forma particularmente horrível, mas que já foi encontrada em outros lugares. A análise de uma amostra de um caso turco mostrou mudanças genéticas que já haviam sido identificadas em outros casos humanos, em Hong Kong e no Vietnã. Mas uma equipe do Instituto Nacional de Pesquisas Médicas, baseado em Londres, ressalta que a alteração não aumenta as chances de o vírus ser mais transmissível entre humanos. Mais de 70 pessoas já morreram em todo o mundo neste último surto da doença, iniciado em 2003. Chegando perto Ainda não houve nenhum surto conhecido do vírus H5N1 entre aves na União Européia, mas ele já foi encontrado na Romênia, que deve se unir ao bloco no ano que vem. A comissária de Relações Exteriores da UE, Benita Ferrero-Waldner, disse que a ajuda vai para países pobres, entre eles os do leste europeu e da África, para o combate à doença. "Nunca antes uma doença animal representou tamanha ameaça global e se espalhou nesta velocidade", disse ela. "Enquanto a doença se espalha dos primeiros casos na Ásia para os surtos mais recentes na Turquia, ela agora está cada vez mais perto da Europa. A doença não é apenas uma ameaça para a saúde, mas onde ela ataca, também ameaça o crescimento econômico e a diminuição da pobreza." |
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