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Comandante brasileiro é encontrado morto no Haiti | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O general brasileiro Urano Teixeira da Matta Bacellar, comandante da missão de paz da ONU no Haiti (Minustah, na sigla em francês), foi encontrado morto neste sábado em seu quarto de hotel na capital do país, Porto Príncipe. Representantes da ONU chegaram a dizer que a hipótese mais provável é de que o general tenha se suicidado. A informação, porém, não foi confirmada. O Exército brasileiro divulgou uma nota dizendo lamentar o ocorrido e que está acompanhando as investigações. "A Organização das Nações Unidas, por intermédio do seu componente policial, está apurando as circunstâncias que envolveram o fato." Segundo o assessor de informações públicas da força brasileira no Haiti, tenente coronel Fernando da Cunha Matos, o general foi vítima de um "acidente com arma de fogo". O Ministério das Relações Exteriores deverá se pronunciar mais tarde sobre o ocorrido. A Minustah também se limitou a confirmar a morte do general. Críticas O general brasileiro foi encontrado com um tiro na cabeça no seu quarto no hotel onde vivia desde que assumiu o comando da missão de paz no Haiti em agosto do ano passado, substituindo o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira. Depois do incidente, o hotel foi cercado por militares, policiais e ambulâncias. A morte do general ocorre um dia depois de o Conselho de Segurança da ONU ter exigido a realização de eleições no Haiti até o próximo dia 7 de fevereiro. A votação, que seria a primeira desde a destituição do presidente Jean Bertrand Aristide, já foi adiada quatro vezes e uma nova data ainda não foi marcada. Os adiamentos são atribuídos à falta de segurança e de infra-estrutura para a votação, com problemas, por exemplo, na distribuição de títulos eleitorais. As forças da ONU vinham sendo criticadas por não conseguirem conter a violência no país, quase dois anos depois da queda de Aristide. Ainda não está claro quem substituirá o comandante Bacellar no comando das tropas da ONU. A morte do brasileiro acontece em meio a uma operação militar da Minustah no bairro mais violento da cidade, o Cité Soleil, reduto do grupo armado Chimeres, leais ao presidente deposto Jean Bertrand Aristide. |
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