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Aposentada processa Berlusconi por 'quebra de contrato' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma aposentada de 78 anos está processando o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, por quebra de contrato, alegando que ele não cumpriu a sua promessa eleitoral de aumentar o valor das pensões pagas pelo Estado. Em 2001, ainda como candidato, Berlusconi fez o que chamou de um contrato com os eleitores, no qual disse que aumentaria o pagamento mínimo para um milhão de liras por mês (a moeda italiana foi substituída pelo euro desde então, mas atualmente seria algo equivalente a US$ 600). Mas a aposentada Ida Severini, que mora perto de Roma, diz que, cinco anos após a eleição de Berlusconi, ela recebe 378 euros (cerca de R$ 457). Em entrevista ao jornal Corriere della Sera, Severini disse que ela votou em Berlusconi em 2001 por causa da sua promessa e quer que ele explique por que não a cumpriu. "Eu estava esperando conseguir aquele dinheiro, mas ele não veio", disse a aposentada ao diário italiano. Berlusconi, que concorre à reeleição, foi convocado para se apresentar a um tribunal seis semanas antes das eleições de abril para explicar por que não cumpriu o contrato. O correspondente da BBC em Roma David Willey informa que o primeiro-ministro italiano, no entanto, já faltou a outras convocações da Justiça, como nas ocasiões em que foi chamado para se defender de acusações de corrupção. Ele geralmente alega estar muito ocupado para comparecer em pessoa. Este caso, porém, diz o correspondente, poderá ter mais importância para Berlusconi, que se defende dos ataques dos seus opositores na esquerda na disputa eleitoral. |
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