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Atualizado às: 06 de janeiro, 2006 - 03h50 GMT (01h50 Brasília)
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Teste de DNA pode inocentar executado nos EUA
Coleman
Coleman defendeu a sua inocência até ser executado
O governador do Estado americano da Virgínia, Mark Warner, ordenou nesta quinta-feira a realização de exames de DNA para verificar se um homem executado em 1992 era mesmo culpado.

Roger Keith Coleman, então com 33 anos, foi eletrocutado pelo Estado depois de ser condenado pelo estupro e assassinato da sua cunhada. A vítima, irmã da esposa de Coleman e então com 19 anos, foi encontrada quase decapitada em 1981.

O governador da Virgínia, Estado onde ocorreram os crimes, defendeu que o avanço da tecnologia desde a época da condenação seja usado para esclarecer se Coleman estava dizendo verdade quando insistia na sua inocência.

"Eu acredito que nós temos sempre que apurar os fatos disponíveis até chegar a um quadro completo de culpa ou inocência", disse Warner, um democrata que deixa o governo no próximo dia 14 e é visto como potencial candidato presidencial em 2008.

Acredita-se que esta seja a primeira vez que o país usa testes desse tipo para averiguar a inocência de um condenado que já foi executado.

Pedido do papa

O caso atraiu a atenção mundial na época, levando o papa João Paulo 2º a pedir clemência pela vida de Coleman.

Os advogados do acusado alegaram que ele não teria tido tempo de cometer o crime e que havia sêmen de dois homens no corpo da vítima.

Antes de ser eletrocutado, em maio de 1992, o condenado que se tornou conhecido em todo o país após dar entrevistas à imprensa e à TV disse que a sua inocência seria provada um dia.

"Um homem inocente será assassinado hoje à noite", disse Coleman. "Quando a minha inocência for provada, espero que os Estados Unidos percebam a injustiça da pena de morte, como todos os outros países civilizados já fizeram."

Segundo a agência de notícias Associated Press, testes de DNA indicaram que Coleman estava dentro dos 2% da população masculina local que poderia ter produzido o sêmen encontrado na vítima. Os advogados do réu disseram que o especialista contratado errou na interpretação dos resultados.

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