|
Análise do pêlo do rabo pode ajudar a salvar elefantes africanos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas estão realizando análises químicas dos pêlos dos elefantes para entender melhor a dieta e o comportamento da espécie e decidir onde criar santuários na África. O estudo foi publicado na internet, no jornal Proceedings da National Academy of Sciences (PNAS) e pode ajudar as organizações ligadas à proteção dos elefantes a escolherem locais para criação de santuários e reservas. Para entender melhor os padrões de migração dos elefantes, os cientistas chefiados pela Thure Cerling University de Utah, nos Estados Unidos, colocaram dispositivos GPS (Sistema de Posicionamento Global) no pescoço de sete elefantes da Reserva Nacional de Samburu, no Quênia, e, durante dois anos, seguiram à distância os movimentos dos animais. Eles analisaram também os pêlos dos rabos. Área pequena A análise química de isótopos de carbono e de hidrogênio contidos naturalmente nestes pêlos, ajudaram a deduzir a dieta de sete dos elefantes seguidos. "A informação detalhada fornecida pelo estudo químico dos isótopos e o acompanhamento das migrações podem definir o espaço mínimo necessário para os elefantes e outros animais" afirma o zoologista Iain Douglas-Hamilton, um dos autores do estudo e também um dos criadores da Fundação Save the Elephants, em Nairóbi, capital do Quênia.. "Um dos grandes problemas para a preservação dos elefantes no futuro é que sabemos que as áreas criadas para a proteção deles são pequenas demais." Briga por espaço Os pêlos do rabo deram pistas sobre mudanças alimentares. Um dos elefantes usados na pesquisa passou a comer grãos, um das grandes razões de conflitos entre homens e elefantes. Os conflitos entre o homem e o elefante tornaram-se inevitáveis com o crescimento da população humana. Vilarejos e cidades se multiplicam, roubando os elefantes do seu habitat natural. A consequente escassez de comida às vezes leva os elefantes a atacarem as plantações de grãos para complementarem sua dieta. Em casos raros eles podem até matar ou ser atacados por homens em retaliação. Apenas um, apelidado de Lewis, mudou seus hábitos alimentares e apresentou uma alta ingestão de folhas, sugerindo que ele tenha invadido plantações. Durante a estação de chuvas, Lewis comia grama rasteira em um santuário e quando seu grupo migrou para as montanhas na seca, ele passou a comer raízes e folhas durante o dia e se alimentava de milho durante a noite. Lewis foi morto a tiros antes do final do estudo, possivelmente por um fazendeiro, acreditam os pesquisadores da equipe internacional, formada por americanos, britânicos e africanos. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Elefantes do cinema ajudam obras pós-maremoto na Tailândia03 de janeiro, 2005 | Notícias Elefante salva menina de 8 anos do tsunami11 de janeiro, 2005 | Notícias Seis elefantes em pânico causam caos nas ruas de Seul20 de abril, 2005 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||