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Tentativa de fuga deixa ao menos 9 mortos em Bagdá | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos nove prisioneiros foram mortos após uma tentativa de fuga numa base militar em Bagdá, segundo o Ministério do Interior do Iraque. Um funcionário do ministério disse inicialmente que 20 pessoas haviam sido mortas, entre eles um guarda da prisão. Outro membro do governo, porém, disse que a estimativa era exagerada e que muitos dos que haviam sido dados como mortos estavam apenas feridos. A polícia disse que um tiroteio na prisão no distrito xiita de Kadhimiya, ao norte da capital iraquiana, começou após um preso ter matado um guarda após ter tomado seu rifle. A base de Adala, onde está a prisão, está sob comando conjunto da polícia e do Exército iraquianos. Após a guerra ela foi usada pelo Exército americano e batizada de Camp Justice (campo justiça). Os prisioneiros no local, descritos como suspeitos de insurgência, estavam sendo transferidos de um prédio para o outro na base quando a tentativa de fuga ocorreu. As autoridades militares americanas disseram que o incidente estava sob investigação. Abusos No domingo, os Estados Unidos haviam dito que somente deixariam o controle sobre os prisioneiros às autoridades iraquianas quando elas melhorassem os níveis de cuidado sobre as prisões. Um funcionário americano disse que o Iraque teria de atender aos padrões americanos um mês após a descoberta de 170 detidos num centro do Ministério do Interior, alguns deles supostamente sofrendo com abusos e falta de alimentação. Os supostos abusos descobertos pelas tropas americanas e iraquianas incluíam choques elétricos e a retirada de unhas. As condições das prisões no Iraque se tornaram um tema de controvérsia logo nos primeiros meses após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, começando com escândalos sobre abusos envolvendo guardas militares americanos. Os árabes sunitas dizem que os abusos mais recentes teriam sido cometidos por milícias xiitas às quais eles acusam de controlar os prisioneiros do Ministério do Interior. |
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