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Abbas pede fim de ataques contra Israel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder palestino, Mahmoud Abbas, pediu que os grupos militantes parem com os ataques com foguetes e morteiros contra Israel. Abbas fez o pedido durante uma reunião com grupos armados na Faixa de Gaza, antes das eleições parlamentares que devem ocorrer em janeiro. O Jihad Islâmico já teria rejeitado o pedido e teria culpado Israel pelo recente aumento na violência. Mahmoud Abbas também estaria tentando um acordo com os grupos palestinos para não prosseguirem com a votação caso Israel proíba que os palestinos que morem no leste de Jerusalém votem. Israel afirmou na semana passada que poderá vetar a participação de cidadãos palestinos de Jerusalém na votação caso o grupo militante Hamas, que afirma ser uma organização terrorista, participasse. Mas, o governo israelense recuou quando os palestinos ameaçaram cancelar a eleição a não ser que os palestinos do leste de Jerusalém pudessem votar. Desafio O pedido de Abbas, pelo fim dos ataques com morteiros, foi feito durante uma reunião tarde da noite na cidade de Gaza, na terça-feira. Falando depois da reunião, o chefe dos negociadores palestinos, Saeb Erekat, também pediu que os grupos armados permaneçam comprometidos com a trégua, descrevendo o compromisso como "uma questão de interesse nacional". O grupo Fatah, de Abbas, deve enfrentar um forte desafio do Hamas nas urnas. O Hamas está participando das eleições parlamentares pela primeira vez. Espera-se que o líder palestino tome providências para por fim nas divergências dentro do Fatah nesta quarta-feira, apresentando uma lista unificada de candidatos para a eleição. O Fatah tem mostrado divisões internas desde que o grupo de membros mais jovens, liderados pelo líder preso da Intifada na Cisjordânia, Marwan Barghouti, se separou do grupo. A votação de 25 de janeiro será apenas a segunda desde o estabelecimento da Autoridade Palestina em 1995. Ataques O pedido de Abbas ocorre logo depois do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, ter dado ordens para que o Exército faça todo o possível para evitar os ataques com morteiros por parte dos palestinos. No domingo, Sharon ordenou que o Exército reforce a segurança em uma área proibida no norte da Faixa de Gaza. Esta ordem, segundo os palestinos, afirma que qualquer um de seus cidadãos pode ser baleado com tiros disparados da fronteira. Militantes palestinos afirmam que os ataques com morteiros fazem parte de uma política de "retaliação" pelas operações israelenses nas áreas ocupadas da Cisjordânia e pelos ataques aéreos à Faixa de Gaza. Israel fez mais ataques aéreos contra alvos em Gaza, na manhã desta quarta-feira, mas não há informações de feridos. O Exército israelense disse que a aeronave atacou estradas de acesso usadas por militantes para disparar morteiros contra alvos israelenses. |
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