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Jornais criticam militares do Irã por queda de avião | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Autoridades militares do Irã têm sido alvo de duras críticas na imprensa local após a queda, na terça-feira, de um avião de transporte militar em condições precárias que matou pelo menos 110 pessoas. Há relatos de que a aeronave teria enfrentado problemas técnicos durante toda a manhã, obrigando o adiamento da decolagem por algumas horas. A imprensa iraniana também afirma que o piloto pediu permissão duas vezes para que fizesse um pouso de emergência no aeroporto de Mehrabad, mas que a requisição foi negada com alegações de que havia muito tráfego aéreo. Autoridades militares do país negam enfaticamente que tenha havido negligência. O avião C-130 se chocou contra um prédio de 10 andares, em uma área residencial muito povoada. O impacto provocou uma forte explosão, incendiando o edifício. Jornalistas Entre as vítimas estão 68 jornalistas que estavam sendo levados à cidade de Bandar Abbas para cobrir exercícios militares. O ministro da Cultura, Mohammad Hoseyn Saffar-Harandi, disse que o acidente foi "um desastre para a comunidade jornalística" e determinou um dia de luto oficial. A mulher de um fotógrafo morto no desastre, Mohammad Karbalai, disse ao jornal conservador Hamshahri que ela conversou com ele ao telefone pouco antes da decolagem. "O avião deveria ter partido às 7h. Meu marido me ligou do avião às 8h dizendo que havia problemas técnicos. Fiquei muito preocupada." "Liguei de volta a ele às 10h, e avião continuava no chão. Ele contou que o piloto se negava a levantar vôo devido aos problemas técnicos", acrescentou. Frances Harrison, correspondente da BBC em Teerã, afirma que alguns relatos não-confirmados dizem que o piloto estava insatisfeito com o estado do avião e que a mesma aeronave havia sofrido uma queda no deserto na semana passada. Acredita-se que a Força Aérea do Irã tenha 15 aviões americanos do modelo C-130 em operação, comprados antes da Revolução Islâmica de 1979 e do boicote americano ao Irã. As autoridades atribuem o alto número de acidentes à falta de peças de reposição para os aviões, por causa das sanções americanas. |
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