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Israel ameaça fechar sua fronteira com a Faixa de Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, disse nesta sexta-feira que o país pode fechar as recém-abertas fronteiras da Faixa de Gaza com o Egito, se exilados palestinos continuarem a usar a passagem para retornar ao território. Mofaz fez a ameaça depois que 15 militantes do Hamas que haviam fugido ou sido expulsos de Israel entraram em Gaza, por Rafah, cidade na fronteira de com o Egito, que está sendo administrada pela Autoridade Palestina com a ajuda de observadores europeus. "Se (a situação) não melhorar e os palestinos não cooperarem, nós vamos fechar as passagens de Erez e Karni", afirmou Mofaz. As passagens foram reabertas no mês passado, depois de meses fechada por causa das preocupações de Israel de que, com a retirada militar de Gaza, militantes a usariam para contrabandear armas. Entre os membros do Hamas que voltaram a Gaza, estava um dos fundadores do grupo, Ahmed al-Malah, e Fadel Zahhar, irmão de um dos líderes do grupo em Gaza (Mahmoud Zahar). Zahar, que viveu 14 anos no exílio no Líbano, chega ao território palestino no momento em que o Hamas se prepara para participar das suas primeiras eleições parlamentares, marcadas para 25 de janeiro. Monitoramento por vídeo As autoridades palestinas insistem que qualquer pessoa com um documento de identidade palestino deve ter o direito de entrar em Gaza por Rafah. Israel, por sua vez, reclama que a Autoridade Palestina não está deixando o país monitorar a passagem conforme o combinado. O acordo para a reabertura da fronteira previa que Israel pudesse acompanhar em tempo real, por meio de câmeras de vídeo, a movimentação na fronteira de uma base localizada a quilômetros de distância. Intermediária do acordo, a secretário de Estado americana, Condoleezza Rice, respondeu à crise enviando um representante à região para monitorar o cumprimento dos termos acertados pelos dois lados. O fluxo de pessoas e bens é essencial a partir de Rafah para a economia palestina. |
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