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Atualizado às: 29 de novembro, 2005 - 02h23 GMT (00h23 Brasília)
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Primeiro-ministro do Canadá é retirado do poder
Paul Martin
Os críticos de Paul Martin afirmam que ele perdeu a autoridade moral
O primeiro-ministro do Cadaná, Paul Martin, foi removido do cargo depois da aprovação de uma moção de desconfiança no Parlamento.

Os três partidos de oposição canadenses se uniram contra o partido do governo, o Liberal, que se viu envolvido em um escândalo de corrupção.

A moção de desconfiança contra Martin foi aprovada no Parlamento por 171 votos a favor, 133 contra.

Martin irá tentar a dissolução do Parlamento nesta terça-feira, além de estabelecer uma data para as eleições gerais, que poderão ocorrer no dia 16 ou 23 de janeiro de 2006.

As últimas pesquisas de opinião sugerem que o Partido Liberal, de Martin, vai conseguir o maior número de votos, mas não a maioria no Parlamento.

Martin afirmou que vai visitar a governadora geral, Michaelle Jean, nesta terça-feira para pedir a dissolução do Parlamento. Em seguida, a data da eleição deverá ser anunciada.

Sem apoio

O governo de Paul Martin tem apenas 17 meses, mas não conseguiu se livrar dos escândalos de corrupção que ocorreram no governo anterior do Partido Liberal.

No final dos anos 90, CS$ 100 milhões (cerca de R$ 188 milhões) dos cofres públicos foram pagos pelo governo do Partido Liberal para agências de propaganda, por pouco e, em alguns casos, nenhum trabalho.

Alegou-se que autoridades do Partido Liberal exigiram subornos por dar os contratos às agências de propaganda.

Martin não está envolvido neste escândalo, mas a oposição afirma que ele perdeu a autoridade moral.

O primeiro-ministro conseguiu sobreviver a outra moção de desconfiança em maio, por apenas um voto de vantagem, mas perdeu o apoio do Novo Partido Democrata, no começo de novembro, depois do desentendimento devido aos gastos com planos de saúde privados.

O Novo Partido Democrata se uniu aos Conservadores e ao Bloc Quebecois para aprovar a moção de desconfiança depois de Martin rejeitou seu ultimato para a realização de eleições antecipadas em fevereiro de 2006.

Retórica

As eleições devem ocorrer um mês antes do pedido pela oposição, no auge do intenso inverno canadense, o que significa que a campanha eleitoral vai ser realizada durante o período de Natal e Ano Novo.

Será a primeira campanha eleitoral a ocorrer no inverno em 26 anos.

Martin e seu gabinete de governo vão permanecer nos cargos até a eleição.

O líder conservador, Stephen Harper, acusou os Liberais em Quebec de envolvimento com o crime organizado.

Os Liberais, por sua vez, afirmaram que a afirmação não passa de "calúnias falsas", e ameaçaram processar os Conservadores.

Nas pesquisas de opinião mais recentes os Liberais conseguira 36%, contra 31% dos Conservadores, sugerindo que os Liberais, que estão no poder desde 1993, terão que governar com a ajuda dos partidos de oposição.

Os Liberais afirmaram que vão fazer sua campanha baseados em sua política econômica, que conseguiu acabar com o déficit orçamentário, e levou ao crescimento econômico e o desemprego a cair ao nível mais baixo em 30 anos.

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