70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 16 de novembro, 2005 - 03h01 GMT (01h01 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Países chegam a acordo sobre controle da internet
Delegados devem discutir como incluir pobres na era digital
Delegados devem discutir como incluir pobres na era digital
Negociadores de 170 países reunidos na Tunísia para a Conferência Mundial sobre a Sociedade da Informação da ONU chegaram a um acordo preliminar em uma disputa sobre o controle da internet que vinha ameaçando os resultados do encontro.

A disputa se dava em torno da criação de um órgão internacional para controlar a internet, proposta defendida por Brasil, União Européia e uma série de outros países.

A principal oposição vinha dos Estados Unidos que, por meio do seu Departamento do Comércio, supervisiona a principal autoridade de controle da rede é o Icann (sigla, em inglês, de Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), entidade com sede na Califórnia.

Segundo a agência de notícias France Presse, os negociadores teriam concordado com a criação do Fórum Intergovernamental (IGF, na sigla em inglês), um órgão com representantes de governos, empresas e da sociedade civil, no qual seriam discutidos problemas como crimes cibernéticos e vírus de computador.

O Icann, no entanto, continuaria a existir, ainda sob supervisão americana, e a controlar os domínios da rede.

"Nós não mudamos nada no papel do governo americano no que diz respeito aos aspectos técnicos que nos preocupavam", disse o representante americano na conferência David Gross, segundo a France Presse.

O acordo ainda precisa ser formalizado durante a conferência.

Objetivo ofuscado

A disputa vinha dominando as reuniões preparatórias do encontro, organizado com o objetivo de discutir formas de diminuir a desigualdade no acesso aos meios digitais entre ricos e pobres.

O acordo teria sido alcançado na noite desta terça-feira, véspera da abertura do evento.

Quase 10 mil participantes são esperados para o encontro, que se estende até a sexta-feira, na capital tunisiana, Túnis.

Além da briga sobre o controle da internet, outra questão que não tem nada a ver com a democratização da chamada revolução digital vem concentrando as atenções da mídia nos últimos dias: a falta de liberdade de expressão na Tunísia.

Na última sexta-feira, uma jornalista do diário francês Libération foi espancada e esfaqueada por supostos policiais à paisana do lado de fora de seu hotel em Tunis, a capital desse país do norte da África.

O governo tunisiano negou que policiais tenham sido responsáveis pelo ataque. Porém, há novos relatos sobre abusos cometidos por policiais às vésperas do início da conferência da ONU contra jornalistas e grupos de direitos humanos.

Fundo solidário

De qualquer forma, o encontro será uma chance de se observar quão longe os governos têm ido em suas promessas para uma “sociedade da informação inclusiva”, apresentadas dois anos atrás na primeira conferência sobre o tema, realizada em Genebra.

Uma Declaração de Princípios e um Plano de Ação foram aprovados em Genebra como tentativa de encorajar governos e setores envolvidos na questão a combater a divisão digital, enquanto enfrentam o desafio de tornar a internet acessível a todos até 2015.

O encontro de Genebra desapontou muitos países depois que as nações ricas negaram apoio ao Fundo de Solidariedade Digital.

Com o objetivo de ajudar no financiamento de projetos de tecnologia nos países em desenvolvimento, o fundo foi finalmente lançado no início deste ano.

O fundo tem até o momento arrecadado apenas US$ 6,4 milhões em dinheiro. A ONU aproveitará o evento para tentar aumentar o fluxo de recursos para o fundo.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade