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Atualizado às: 10 de novembro, 2005 - 16h31 GMT (14h31 Brasília)
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China prende bispo e padres da Igreja Católica, diz ONG
China prende bispo e padres da Igreja Católica Romana
Igreja ligada ao Vaticano funciona clandestinamente na China
As forças de segurança da China prenderam um bispo e dois padres da Igreja Católica, que funciona de forma clandestina no país, afirma a Fundação Cardeal Kung, um grupo de defesa dos direitos humanos baseado nos Estados Unidos.

Segundo a fundação, os agentes de segurança levaram nesta quarta-feira o bispo Julius Jia Zhiguo, de 70 anos, de sua residência na cidade de Zhengding, localizada em Hebei, 240 km a sudoeste de Pequim, para o que a polícia disse ser uma sessão de estudo.

No dia anterior, a polícia havia detido dois padres ligados à diocese do bispo: Li Suchuan, 40 anos, e Yang Ermeng, 35, segundo a entidade.

O comitês de negócios religiosos do governo em Shijiazhuang e a polícia de Zhending recusaram-se a tecer comentários sobre as prisões, quando contatados pela agência de notícias AFP.

Jia se recusa a cortar sua vinculação com o papa e se filiar à Associação Patriótica Católica, igreja controlada pelo Partido Comunista, que rejeita a autoridade do Vaticano sobre questões como a nomeação de bispos.

Esta é a oitava vez que o bispo é detido pela polícia chinesa desde janeiro de 2004.

Relações estremecidas

As prisões ocorrem justamente quando apareciam sinais de melhoria nas relações entre o Vaticano e Pequim, que no início deste ano aprovaram conjuntamente a indicação do novo bispo de Xangai.

A China rompeu suas relações com o Vaticano após a tomada do poder pelos comunistas em 1949.

Desde então, o governo chinês controla estritamente todas as atividades religiosas e insiste que os cristãos podem orar legalmente apenas nas igrejas autorizadas pelo Estado.

Porém, milhões de chineses preferem freqüentar as igrejas clandestinas, muitas delas funcionam em casas comuns. As igrejas ilegais são regularmente invadidas pelos agentes de segurança e seus líderes, presos.

A igreja católica ligada ao governo declara contar com 4 milhões de fiéis em suas fileiras, enquanto a igreja clandestina, fiel à autoridade do papa, possui 12 milhões de seguidores, de acordo com a Fundação Cardeal Kung.

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