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EUA divulgam lista de países que 'violam liberdades religiosas' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo americano divulgou nesta terça-feira a sua nova lista de países que violam liberdades religiosas e classificou China e Irã, entre outros, como países nos quais a situação é "particularmente preocupante". Ainda nessa categoria, o Relatório Internacional sobre a Liberdade Religiosa – divulgado anualmente pelo Departamento de Estado – incluiu Coréia do Norte, Arábia Saudita, Birmânia (ou Mianmar), Vietnã, Sudão e Eritréia. "Esses são países cujos governos praticaram ou toleraram violações particularmente severas da liberdade religiosa no último ano", afirmou a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, numa entrevista após a divulgação do documento. Rice fez uma ressalva sobre o Vietnã, dizendo que, embora continue na lista dos maiores violadores, o país avançou na questão em 2005. Ela citou um pacto que o governo de Hanoi assinou com Washington visando a melhora dos direitos religiosos. "A continuação da melhora do histórico do Vietnã nos permitiria tirar o Vietnã da lista dos particularmente preocupantes." A secretária americana disse ainda que o objetivo dos Estados Unidos, ao compilar informações sobre a liberdade religiosa no mundo, é "promover o direito fundamental da liberdade religiosa como parte do que o presidente (George W.) Bush chama de 'nossa agenda por um mundo mais livre, onde as pessoas podem viver e cultuar (religiões) e educar as suas crianças como querem." Brasil No levantamento, que incluiu 197 países, o Brasil é apresentado como um país onde a liberdade religiosa é protegida pela Constituição e "o governo no geral respeita este direito na prática". "O relacionamento amigável entre as religiões na sociedade contribuiu para a liberdade religiosa", diz o documento. O relatório é bastante crítico em relação à China, mencionando a perseguição de seguidores de grupos cristãos, muçulmanos e budistas tibetanos clandestinos e membros da etnia Uighur e da seita Falun Gong. Na China, diz o relatório, "líderes religiosos e seus seguidores, incluindo aqueles em igrejas oficiais, foram detidos, presos ou senteciados à prisão ou a campos de trabalho para a reeducação". Na Coréia do Norte, diz o documento, "a liberdade religiosa não existe". São citados relatos de execuções de cristãos e tortura como punição para a leitura da Bíblia. No caso de Myanmar, o problema seria a restrição a outras religiões que não sejam o budismo. Dalai Lama Ainda nesta terça-feira, o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que Bush está ansioso para receber o líder budista Dalai Lama. "O presidente e a senhora Bush pretende encontrar a Sua Santidade o Dalai Lama na quarta-feira, aqui na Casa Branca. Eu sei que ambos estão ansiosos pela visita", disse McClellan. Como fez em outros encontros com Bush, o líder espiritual tibetano deve pedir a sua ajuda para convencer a China a conceder autonomia de fato ao Tibet. O líder religioso vive desde 1959 na Índia. Um painel de especialistas que orientou a elaboração da lista recomendou que Paquistão, Uzbequistão e Turcomenistão também fossem condenados por suas práticas religiosas, mas esses países não foram incluídos na lista. |
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