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Senador recua e nega que Itália avisou EUA sobre dossiê falso | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um senador italiano retirou a alegação de que o governo da Itália teria alertado os Estados Unidos de que parte das informações secretas usadas para justificar a guerra no Iraque eram forjadas. O senador Massimo Brutti inicialmente fez a alegação para membros do Parlmento em Roma, depois de participar de uma reunião secreta com o diretor do serviço secreto militar italiano, Nicolo Pollari. Durante a reunião, Pollari negou informações da imprensa de que a Itália teria ajudado a espalhar as informações do dossiê forjado. O relatório acusava, de forma não comprovada, o Iraque de tentar comprar urânio do Níger. Originalmente, Brutti disse que Pollari, havia dito ao Parlamento que seus serviços tinham alertado os Estados Unidos de que a informação era falsa. Depois Brutti recuou em suas afirmações, dizendo que tinha ficado confuso ao enfrentar tantas questões da imprensa. 'La Repubblica' O governo da Itália afirma que não teve "papel direto ou indireto na fabricação ou na transmissão do 'dossiê falso'". A reunião parlamentar foi convocada depois que o jornal italiano La Repubblica afirmou, no final de outubro, que agentes italianos deram o relatório para os serviços secretos britânico e americano sabendo que era falso. O presidente americano, George W. Bush, usou a alegação de que o líder iraquiano Saddam Hussein estava procurando urânio no Níger em seu discurso no dia 28 de janeiro de 2003, antes da invasão do Iraque. Semanas depois do discurso do presidente, os Estados Unidos se afastaram de tais alegações. O Conselheiro Nacional de Segurança dos Estados Unidos, Stephen Hadley, vice-conselheiro na época, assumiu a responsabilidade pela inclusão errada das alegações e ofereceu sua renúncia. Autoridades americanas confirmaram na quarta-feira que Hadley se reuniu com Pollari em setembro de 2002. Mas Hadley afirmou que ninguém que estava na reunião "tem lembranças de alguma discussão envolvendo urânio ou da entrega de documentos". Antes do discurso de Bush, em janeiro de 2003, a CIA havia enviado o ex-embaixador Joseph Wilson para investigar a conexão Iraque-Níger e ele informou que não houve tentativa de compra de urânio, que poderia ser usado para fabricação de armas nucleares. |
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