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Chávez ameaça enviar caças para China e Cuba | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que pode enviar aviões de combate, do tipo caça F-16, para Cuba ou China, no caso de os Estados Unidos não venderem ao seu país peças necessárias para a manutenção das aeronaves. "Nós podemos fazer o que quisermos com os aviões. Talvez nós mandemos dez para Cuba, ou talvez para a China para que eles possam ver a tecnologia. Digo com qualquer país que possa usá-los", afirmou Chávez. O presidente fez a ameaça durante uma cerimônia que marcou o anúncio do desenvolvimento de um satélite de telecomunicações venezuelano com ajuda chinesa. Chávez disse que estava apenas "pensando alto", mas deu a entender que o governo do presidente George W. Bush não gostaria de ver aeronaves modernas americanas em poder dos governos cubano e chinês. Os aviões foram vendidos pelos Estados Unidos a administrações venezuelanas que antecederam Chávez e com quais Washington mantinha melhores relações. Chávez, um dos maiores críticos da política externa americana, também acusou o governo Bush de tentar interferir nas negociações entre a Venezuela e outros países sobre a manutenção de equipamentos militares e aquisição de armas. O presidente parecia se referir a relatos de que Israel foi pressionado pelos Estados Unidos a cancelar um negócio com a Venezuela, envolvendo a manutenção da frota de F-16s. "Quebra de contrato" Segundo Chávez, os Estados Unidos quebraram um contrato para fornecer peças aos 21 caças que vendeu à Venezuela nos anos 80. Se a ameaça for cumprida, a Venezuela estará quebrando a obrigação contratual de proteger a tecnologia dos F-16. O analista da BBC para a América Latina, Simon Watts, diz, entretanto, que os comentários podem ser mais um exemplo de provocações de Chávez que não resultam em nada. Por outro lado, o analista ressalta a proximidade da Venezuela com Cuba e a parceria com a China no desenvolvimento do satélite como um sinal de aproximação com o gigante comunista. Para Watts, a formulação de políticas na base do improviso que o presidente venezuelano parece cultivar aumenta as preocupações em Washington em relação à sua capacidade de desestabilizar a região. Chávez e Bush estarão em Mar del Plata, na Argentina, no fim desta semana para participar da Cumbre das Américas. A presença dos rivais no mesmo encontro tende a destacar as visões divergentes que os dois representam para a América Latina. Em seu pronunciamento nesta terça-feira, Chávez disse que vai levar à Argentina a mensagem de que o modelo "imperialista" de Washington é responsável pela exploração de países em desenvolvimento e pela destruição do meio ambiente. "Nós não precisamos do imperialismo americano para viver", disse. |
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