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Índia e Paquistão vão abrir fronteira na Caxemira | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Índia e o Paquistão concordaram em abrir a fronteira na disputada região da Caxemira para ajudar as vítimas do terremoto do último dia oito, que matou mais de 56 mil pessoas. Depois de uma maratona de negociações na capital paquistanesa, Islamabad, os dois governos decidiram permitir que famílias e suprimentos cruzem a linha de controle em cinco pontos a partir do dia sete de novembro. Os dois países já estiveram em guerra duas vezes por causa da disputa sobre a Caxemira, mas iniciaram um processo de paz no ano passado. O correspondente da BBC em Islamabad, Zaffar Abbas, disse que as negociações haviam sido suspensas durante a noite e havia temores de que elas poderiam não resultar em um acordo por causa dos ataques deste sábado em Nova Déli, que matou mais de 50. Mas depois que o governo paquistanês condenou os ataques, o diálogo foi retomado. Ajuda Agora, alimentos, remédios e roupas poderão ser transportados de um lado da Caxemira para o outro para ajudar os atingidos pelo terremoto - mas apenas a pé. Veículos não terão o mesmo direito. As pessoas que queiram cruzar a fronteira terão de obter permissão das autoridades locais. As negociações sobre a abertura tiveram início depois de um apelo do presidente do Paquistão, Pervez Musharraf. A parte da Caxemira administrada pelo Paquistão foi a mais atingida pelo terremoto. Na parte sob controle da Índia, mil e 300 pessoas morreram. A abertura da linha de controle é um assunto delicado para a Índia, já que o governo indiano acredita que insurgentes que realizam ataques no país saem da parte da Caxemira administrada pelo Paquistão. O correspondente da BBC diz que a demora para se chegar a um acordo sobre a abertura da linha de controle fez com que muitas famílias que vivem perto da fronteira se deslocassem para outros locais em busca de ajuda. Com a previsão de que o inverno será mais rigoroso neste ano nas áreas atingidas pelo terremoto, a ONU alertou que mais pessoas poderão morrer por falta de comida e abrigo. |
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