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Colômbia aprova reeleição presidencial | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Tribunal Constitutional da Colômbia abriu caminho para a reeleição do presidente Álvaro Uribe nesta quarta-feira, ao aprovar uma mudança na lei que impedia dois mandatos presidenciais consecutivos. O correspondente da BBC em Medellín Jeremy McDermott informa que, de acordo com as pesquisas de intenção de voto, Uribe é o franco favorito para as eleições de maio do ano que vem, com três vezes mais apoio do que o segundo colocado. No entanto, diz o correspondente, os grupos guerrilheiros devem tentar impedir um novo governo de Uribe, que conta com o apoio político e militar dos Estados Unidos para o combate ao nacotráfico. Esses grupos – principalmente as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) – já vêm aumentando a pressão sobre o presidente, realizando ataques em todo o país. Agora o temor é que eles escalem a violência para atingir Uribe no centro do seu programa de governo: a política de segurança e a promessa de derrotar as guerrilhas. Uribe diz que precisa de mais tempo para combater os grupos guerrilheiros. O presidente, no entanto, precisa esperar a definição de regras para a sua participação nas eleições. Regras O correspondente da BBC Hernando Álvarez informa de Bogotá que o Tribunal Constitucional agora vai estudar a Lei de Garantias Eleitorais, que deverá estabelecer as regras do jogo eleitoral para que, durante a campanha, Uribe não saia com uma ampla vantagem em relação aos outros candidatos. Entre outras coisas, esta lei regulamenta as verbas e os financiamentos públicos de campanha, o acesso aos meios de comunicação e o uso da máquina pública. O tribunal tem até 11 de novembro para se pronunciar sobre o caso e a expectativa é grande, especialmente depois que o procurador-geral Edgardo Maya pediu que o projeto da lei fosse devolvido ao Congresso para revisão. O problema, diz o correspondente da BBC, é que no caso do Tribunal devolver a lei ao Legislativo, pode não haver tempo suficiente para que o Congresso volte a estudar o tema antes das eleições de 2006, o que, segundo a agência de notícias Associated Press, poderia comprometer a candidatura do presidente. |
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