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Iraquianos começam a votar sobre Constituição | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 6 mil postos de votação foram abertos neste sábado no Iraque, em meio a um forte esquema de segurança, para que a população se manifeste em um referendo sobre uma nova proposta de Constituição para o país. Em Bagdá, a votação começou com boa parte da cidade ainda sem eletricidade, derrubada por uma série de ataques rebeldes na noite de sexta-feira. Segundo a agência de notícias France Presse, houve pelo menos um incidente de violência já nas primeiras horas de votação – homens armados teriam aberto fogo contra postos eleitorais no sul de Bagdá. Para conseguir impedir a aprovação da nova Carta, os sunitas precisam reunir dois terços dos votos em pelo menos 3 das 18 províncias iraquianas. Soldados O presidente Jalal Talabani e o primeiro-ministro Ibrahim al-Jafaari foram os primeiros a depositar seus votos. As autoridades iraquianas esperam que 15,5 milhões de pessoas votem até o fechamento das urnas, previsto para as 18h (hora local, 12h em Brasília). Soldados e policiais iraquianos e tropas estrangeiras lideradas pelos Estados Unidos foram mobilizados para evitar ataques rebeldes. Medidas adicionais de segurança também foram adotadas, como o fechamento das fronteiras iraquianias e a proibição do tráfego de veículos particulares em diversas áreas. A população já se acostumou a freqüentes apagões em Bagdá. Mas a ação coordenada pouco antes da votação é mais um sinal do poder dos insurgentes, apesar da segurança reforçada numa operação especial para proteger o referendo. Partido sunita Na sexta-feira, três escritórios de um partido político sunita foram atacados, sem deixar vítimas. O alvo foi o Partido Islâmico do Iraque, que recentemente abandonou sua resistência ao "sim" no referendo. Muitos partidos de sunitas se opõem ao texto e vêm pedindo aos iraquianos que votem pelo "não". Grande parte da comunidade sunita se opõe ao texto constitucional porque teme a fragmentação do país, com o norte dominado pelos curdos e o sul pelos xiitas, que afastaria os sunitas dos recursos obtidos com a venda do petróleo extraído nessas regiões iraquianas. Alaa Makki, um dos líderes do Partido Islâmico do Iraque, condenou o ataque e disse que o partido "usará o processo político para combater o terrorismo e promover estabilidade". Cem integrantes do partido sunita da área de Falluja se afastaram em protesto contra a decisão da liderança de apoiar o "sim" à Constituição. Os sunitas são a maioria da população de quatro províncias, o que lhes possibilitaria vetar a Constituição caso os eleitores decidam comparecer para votar. |
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