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Atualizado às: 15 de outubro, 2005 - 04h35 GMT (01h35 Brasília)
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UE adota medidas para evitar gripe aviária
Ave morta na Romênia
Milhares de aves foram abatidas na Turquia e na Romênia
Autoridades da União Européia decidiram nesta sexta-feira adotar um conjunto de medidas para impedir a possível entrada do vírus da gripe aviária no bloco, um dia depois de que foi confirmado um foco da doença na Turquia.

As iniciativas incluem a vacinação de 75% da população mais exposta à gripe comum e a prevenção co contato entre aves domesticadas e selvagens.

As medidas – anunciadas após discussões de emergência – são voltadas para "fortalecer a biossegurança em fazendas e introduzir sistemas de detecção precoce em áreas de alto risco", diz um comunicado divulgado pelo bloco.

As autoridades da UE disseram, no entanto, que a doença não representa um risco à saúde pública.

Segundo a agência de notícias Associated Press, os especialistas dizem que não há razão para deixar de comer frango porque o vírus morre quando a carne é cozida, mas ainda assim muitos consumidores europeus estão com receios por causa do mal da vaca louca – doença, também contraída de animais, que afetou seres humanos no cérebro nos anos 90.

Também foram detectados casos de gripe aviária na Romênia, mas ainda não saíram os resultados do exame que deve determinar se o vírus é do tipo mais letal, o H5N1, como o encontrado na Turquia.

Aves selvagens

Tanto na Turquia como na Romênia, as aves infectadas estavam perto de lugares freqüentados por pássaros migratórios.

A União Européia proibiu a importação de aves vivas dos dois países, que sacrificaram mais aves nesta sexta-feira.

Segundo a agência Associated Press, funcionários da vigilância sanitária da Turquia estavam tentando capturar os últimos pássaros na cidade de Kiziksa, onde o vírus foi descoberto, e tentando convencer moradores que estavam escondendo suas aves a entregá-las.

Os especialistas também concordaram quanto à necessidade de fazendeiros informarem as autoridades sobre possíveis sintomas da doença como uma queda na produção de ovos e aumento na taxa de mortalidade dos animais.

Ministros do Exterior do bloco voltarão a discutir o assunto na próxima terça-feira, em Luxemburgo, onde estarão reunidos para negociações da OMC (Organização Mundial do Comércio).

O vírus H5N1 matou mais de 60 pessoas no Sudeste da Ásia desde 2003. Apenas em um dos casos existe a suspeita de que a doença foi transmitida por outra pessoa.

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