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Rebeldes atacam sedes de partido sunita no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Três escritórios de um partido político sunita do Iraque foram atacados nesta sexta-feira, um dia antes de um referendo no qual os iraquianos devem decidir se aceitam ou não a nova constituição do país. O Partido Islâmico do Iraque, alvo dos ataques, recentemente abandonou sua resistência ao "sim" no referendo. Muitos partidos de sunitas se opõem ao texto e vêm pedindo aos iraquianos que votem pelo "não". Em Bagdá, uma bomba explodiu do lado de fora de um dos escritórios do partido. Na cidade de Falluja, ao norte da capital iraquiana, homens armados botaram fogo na sede partidária, enquanto na cidade de Baji, também ao norte, um outro escritório foi invadido e vasculhado. Não há informações sobre mortos e feridos nos três incidentes. Afastamento Cem integrantes do partido sunita da área de Falluja se afastaram em protesto contra a decisão da liderança de apoiar o "sim" à Constituição. Alaa Makki, um dos líderes do Partido Islâmico do Iraque, condenou o ataque e disse que o partido "usará o processo político para combater o terrorismo e promover estabilidade". Grande parte da comunidade sunita se opõe ao texto constitucional porque teme a fragmentação do país, com o norte dominado pelos curdos e o sul pelos xiitas, o que afastaria os sunitas dos recursos obtidos com a venda do petróleo extraído nessas regiões iraquianas. As autoridades iraquianas decidiram aumentar a segurança no país para o referendo. As fronteiras iraquianas foram fechadas e todos os carros particulares vão ser proibidos de circular pelas ruas de Bagdá neste sábado. Um toque de recolher noturno foi adotado na quinta-feira e também foram decretados quatro dias de feriado, nos quais instalações do governo e escolas permanecem fechadas. Cerca de 15,5 milhões de eleitores devem comparecer aos cerca de 6 mil postos de votação, espalhados até mesmos nas localidades mais afetadas pela violência, como por exemplo a Província de Anbar, vista como o epicentro da insurgência. Para conseguir impedir a aprovação da nova Carta, os sunitas precisam reunir dois terços dos votos em pelo menos 3 das 18 províncias iraquianas. Os sunitas são a maioria da população de quatro províncias, o que lhes possibilitaria vetar a Constituição caso os eleitores decidam comparecer para votar. |
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