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Tribunal de Haia ordena prisão de rebeldes de Uganda | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu mandados de prisão para cinco líderes do movimento rebelde de Uganda, o Exército de Resistência do Senhor (LRA, na sigla em inglês). É a primeira vez que o TPI, baseado em Haia, na Holanda, emite ordens de prisão desde que foi instalado, em 2003. Os nomes dos acusados não foram divulgados, mas se acredita que o líder do LRA, Joseph Kony, esteja entre eles. O movimento rebelde está em guerra com o governo há quase 20 anos e é acusado de abusos de direitos humanos, como tortura, estupros e seqüestros de crianças. Milhares de pessoas foram mortas e mais de 1,5 milhão foram obrigadas a deixar suas casas por causa do conflito. O chefe da missão da ONU na República Democrática do Congo, William Swing, disse que os detalhes sobre os mandados internacionais de prisão foram enviados para as autoridades de Uganda e para Sudão e Congo, que servem de base para rebeldes ugandenses. A embaixadora de Uganda nos Estados Unidos, Edith Sesempala, disse que as prisões contribuiriam para a paz no norte do país. Sesempala desceveu Kony como um "terrorista" conhecido por cometer atrocidades contra civis, particularmente contra crianças. No entanto, o correspondente da BBC em Uganda, Will Ross, disse que os mandados podem ameaçar a aproximação entre o governo e os rebeldes. Negociações de paz apoiadas pela comunidade internacional levaram um histórico encontro entre ministros de Estado e comandantes do LRA há cerca de dois anos. Desde então, no entanto, as conversas progrediram pouco, informa o correspondente. |
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