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Atualizado às: 05 de outubro, 2005 - 02h44 GMT (23h44 Brasília)
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Tsunami triplicou mortes em desastres naturais, diz Cruz Vermelha
Corpos de vítimas do tsunami
Segundo relatório, alertas poderiam ter evitado muitas mortes
O número de mortos em desastres naturais triplicou no ano passado por causa do tsunami na Ásia, diz um relatório anual da Cruz Vermelha Internacional.

As 225 mil mortes ocorridas nos países afetados pelo tsunami elevaram para 250 mil o número de mortos em tragédias naturais em 2005.

O Relatório Mundial sobre Desastres Naturais é publicado todo ano pela organização, que documenta as tragédias ocorridas no ano anterior e analisa a resposta humanitária a cada uma delas.

Neste ano, a entidade analisou o uso da informação na resposta às catástrofes, tanto no trabalho de preparação como na distribuição de ajuda às vítimas depois do desastre.

A conclusão é que muitas vidas poderiam ter sido salvas se tivesse havido alertas públicos mais eficazes e mais amplos sobre o perigo em si e como se proteger dele.

De acordo com a entidade, dezenas de milhares de pessoas teriam sobrevivido ao tsunami se tivessem recebido alertas mais rapidamente.

Competição entre agências

Cientistas que monitoravam o Oceano Índico detectaram o terremoto que detonou as ondas gigantes no litoral da Indonésia, mas não tinham como avisar as pessoas, diz o relatório.

A Cruz Vermelha também destaca a dificuldade das agências de trocar informações e até sugere que algumas delas teriam retido dados importantes na competição pela atenção da mídia e pelo dinheiro dos doadores.

O documento defende a distribuição mais eficaz da informação, tanto entre as agências envolvidas nas operações de resgate como às vítimas da tragédia.

Segundo a Cruz Vermelha, os moradores de uma área sujeita a uma catástrofe precisam não só saber que ela está a caminho, mas onde buscar abrigo e como chegar até lá.

O responsável pelas operações pós-desastres da Cruz Vermelha, Hisham Kagali, admite que as agências humanitárias podem fazer um trabalho melhor.

Ele cita um caso ainda mais recente, o do Níger, onde, segundo ele, houve sinais suficientes de que a fome se agravaria muito em 2005.

"O que nós, como comunidade humanitária, não fizemos bem foi divulgar mensagens repetidas suficientes, particularmente para os doadores, enfatizando que a situação provavelmente se detoriaria de forma bastante rápida. Nós não fizemos um trabalho suficientemente bom nesse sentido e eu acho que há uma lição para aprender para o futuro", afirma Kagali.

Se não fosse pelo tsunami, cerca de 25 mil pessoas teriam morrido no ano passado e 2005 teria entrado para a história como um dos anos com menor número de mortes em eventos naturais, diz o relatório.

Desastres naturais, incluindo enchentes, fome e furacões, afetaram 146 milhões de pessoas em 2004, segundo as informações reunidas pelo Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

A maioria dessas pessoas, ou cerca de 110 milhões, foram vítimas de fortes enchentes em Índia, Bangladesh e China.

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