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Coréia do Norte diz que não quer mais comida da ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Coréia do Norte declarou à Organização das Nações Unidas (ONU) que não precisa mais de ajuda alimentícia, apesar de relatos de que a subnutrição ainda é generalizada no país. "Pedimos o fim da assistência humanitária no final do ano", disse o vice-ministro das Relações Exteriores do país, Choe Su Hon, após um encontro com o secretário geral da ONU, Kofi Annan, em Nova York. "Tivemos uma boa safra neste ano. Nosso governo pode providenciar comida "Ajuda humanitária não pode durar tanto tempo", disse ele. Choe acusou a ONU de politizar a ajuda ao ligá-la aos direitos humanos. Segundo ele, a instituição deveria concentrar seus esforços no desenvolvimento a longo prazo. Sem acesso Já há algum tempo as agências internacionais vêm enfrentando problemas para monitorar se a ajuda de fato está chegando à mesa da população mais afetada do país. A China e a Coréia do Sul, no entanto, doam generosas quantidades de comida sem fiscalizar o recebimento. Especialistas dizem que os índices de subnutrição da Coréia do Norte ainda estão entre os mais altos do mundo. O Programa Mundial da Alimentação da ONU vem alimentando cerca de seis milhões de pessoas no país, realizando vistorias regulares, supostamente para assegurar que a comida chegue à elas. Com a decisão norte coreana, teme-se que essas vistorias acabem. Mesmo no auge da fome que assolou o país em meados dos anos 1990, o acesso a vastas áreas da Coréia do Norte permaneceu vetado às agências. |
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