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Furacão Rita provoca evacuação em massa nos EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O furacão Rita ganhou força ao avançar pelo Golfo do México nesta quarta-feira, tornando-se uma potente tempestade de categoria 5 (a mais alta da escala) – com ventos de 280 km/h – e levando à evacuação de um milhão de pessoas nos Estados Unidos. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA, Rita já é o terceiro furacão mais intenso já registrado na Bacia do Atlântico "em termos de pressão". "Rita é um furacão potencialmente catastrófico de categoria cinco na escala de Saffir-Simpson. Algumas flutuações de intensidade são prováveis nas próximas 24 horas", afirma o relatório das 22h (23h em Brasília) do Centro. Segundo as previsões, o furacão deve atingir o Estado do Texas na sexta-feira, como um furacão de no mínimo categoria 3, mas ainda há uma possibilidade de atingir também a região da Louisiana e o norte do México. O Katrina, que deixou mortes e destruição em Louisiana, Mississippi e Alabama há três semanas, era um furacão de categoria quatro quando chegou à terra. O cone de alcance projetado nas simulações da trajetória dos próximos três dias inclui boa parte do Texas e o leste de Louisiana. Um dos maiores temores diz respeito a Nova Orleans, ainda parcialmente inundada pelo furacão Katrina e com o sistema de diques vulnerável. Ventos com força de furacões se estendem num raio de 110 km e com força de tempestade tropical (menos de 120 km/h) num raio de 295 km, alerta o Centro Nacional de Furacões. Os meteorologistas prevêem que fortes chuvas associadas ao furacão comecem a afetar a costa do Golfo do México já na noite desta quinta-feira. Às 23 h de Brasília, Rita estava a 915 quilômetros ao sudeste de Galveston, uma pequena cidade do Texas que também já foi devastada por um furacão em 1900. O presidente americano, George W. Bush, declarou estado de emergência no Texas e na Louisiana. "Nós esperamos e rezamos para que o Rita não seja uma tempestade devastadora. Mas temos que nos preparar para o pior", disse Bush. O presidente também pediu aos moradores de Nova Orleans e Galveston, no Texas, para seguirem as ordens das autoridades e deixarem as suas casas. Autoridades de Houston, no Texas, estimam que até 1,2 milhão de pessoas devem deixar a cidade, que, com 2 milhões de habitantes, é uma das mais populosas dos EUA. O prefeito de Houston, Bill White, disse que não há veículos suficientes para retirar todos os moradores de áreas vulneráveis e pediu a pessoas que tenham carros para ajudar amigos e vizinhos. "Todo mundo está com medo, é por isso que estamos todos indo embora", disse uma moradora da cidade, Maria Stephen,s à agência de notícias Reuters. "Eu vi (na televisão quando o Katrina passou) as pessoas nos abrigos e os corpos boiando na água. Eu não quero que isso aconteça com a minha família." Embora as projeções dos meteorologistas indiquem que o furacão não vá atingir Nova Orleans diretamente, engenheiros estão correndo contra o tempo para reforçar o sistema de diques, para o caso de Rita causar mais enchentes na cidade. O governo americano anunciou que mais de 70% da produção de petróleo na região do Golfo foi suspensa. A agência espacial Nasa também anunciou o fechamento temporário do Centro Espacial de Johnson e transferiu o controle da Estação Espacial Internacional para a Rússia. Autoridades federais, muito criticadas pela resposta ao Katrina, colocaram equipes de resgate em alerta e prepararam caminhões com água, gelo, comida e remédios. O furacão Rita ganhou força nas águas quentes do Golfo do México, depois de causar chuva forte no litoral de Cuba e no sul do Estado americano da Flórida. Rita é a 17ª tempestade da temporada de furacões no Atlântico, uma das mais movimentadas desde que os registros foram iniciados, em meados do século 19. A temporada se estende até o fim de novembro. Nesta quarta-feira, foi confirmado que o número de mortes provocadas pelo Katrina chegou a 1.036, a maioria (799) na Louisiana. |
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