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Cada vez mais forte, Rita se aproxima do Texas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O furacão Rita ganhou força no Golfo do México depois de causar chuva forte no litoral de Cuba e no sul do Estado americano da Flórida. O Centro Nacional de Furacões dos EUA informou que o Rita foi elevado à categoria 4 (numa escala que vai até 5), ameaçando causar novos estragos no litoral sul americano, já devastada pela passagem do furacão Katrina, no fim de agosto. Segundo as previsões, o furacão deve atingir até o fim da semana o Estado do Texas, mas ainda há uma possibilidade de atingir também a região da Louisiana, onde fica Nova Orleans, e o norte do México. Quase 60 mil pessoas foram evacuadas de cidades que estão no caminho do furacão. O chefe da agência federal de emergências (Fema, na sigla em inglês), David Paulison, pediu aos moradores da região do Golfo do México que se prepararem para deixar suas casas. Um correspondente da BBC em Miami informou que as autoridades federais e do Estado da Flórida estão se preparando para enfrentar uma devastação tão grande quanto a causada pelo Katrina. Moradores retirados Milhares de moradores da Louisiana, que já haviam sido abrigados anteriormente no Texas após a passagem do furacão Katrina, estão sendo retirados novamente de suas casas e levados para abrigos no Arkansas e no Tennessee. Quinhentos ônibus foram deslocados para transportar moradores de Nova Orleans para fora da cidade. O presidente George W. Bush afirmou ter sido informado sobre a evolução do furacão e o classificou como uma tempestade significativa. O furacão Rita é a 17ª tempestade tropical da temporada de furacões no Atlântico, uma das mais movimentadas desde que os registros foram iniciados, em meados do século 19. A temporada de furacões se estende até o fim de novembro. Corte na produção Companhias de petróleo no sul dos EUA estão cortando a produção e evacuando suas plataformas de extração no Golfo do México por precaução antes da passagem do furacão Rita. Os temores pela passagem do novo furacão levaram a cotação do barril de petróleo a voltar a subir na quarta-feira, ultrapassando os US$ 67 no mercado asiático. O aumento do preço do barril ocorreu apesar da decisão da Opep (cartel dos exportadores de petróleo), na terça-feira, de aumentar sua produção diária em 2 milhões de barris para tentar conter as cotações. Os estragos causados pelo Katrina já haviam sido apontados como causa para que o preço do barril ultrapassasse os US$ 70 nos dias após a passagem do furacão. |
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