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Furacão leva prefeito de Houston a pedir evacuação | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O prefeito da cidade de Houston, no Estado americano do Texas, Bill White, pediu nesta quarta-feira que os moradores de áreas de baixada, vulneráveis a inundações, façam planos voluntários para deixar suas casas na manhã de quinta-feira, antes da possível chegada do furacão Rita, que passa pelo Golfo do México. Segundo White, pessoas que vivem em trailers devem abandoná-los porque eles não resistirão aos fortes ventos esperados no furacão, atualmente de cerca de 225 km/h. As autoridades de outra cidade do Texas, Galveston, já determinaram a evacuação obrigatória dos moradores. O furacão Rita ganhou força no Golfo do México, depois de causar chuva forte no litoral de Cuba e no sul do Estado americano da Flórida nas últimas horas. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos informou que o Rita foi elevado à categoria 4 (numa escala que vai até 5), ameaçando causar novos estragos na costa sul do país, já devastada pela passagem do furacão Katrina, no fim de agosto. Segundo as previsões, o furacão deve atingir até o fim da semana o Estado do Texas, mas ainda há uma possibilidade de atingir também a região da Louisiana, onde fica Nova Orleans, e o norte do México. A Louisiana, bastante afetada pelo furacão Katrina, há cerca de três semanas, declarou estado de emergência e a cidade de Nova Orleans também ordenou a evacuação de seus moradores. O chefe da agência federal de emergências (Fema, na sigla em inglês), David Paulison, pediu aos moradores da região do Golfo do México que se prepararem para deixar suas casas. O presidente americano, George W. Bush, afirmou ter sido informado sobre a evolução do furacão e o classificou como uma tempestade significativa. O furacão Rita é a 17ª tempestade da temporada de furacões no Atlântico, uma das mais movimentadas desde que os registros foram iniciados, em meados do século 19. A temporada se estende até o fim de novembro. Corte na produção Companhias de petróleo no sul dos Estados Unidos estão cortando a produção e evacuando suas plataformas de extração no Golfo do México por precaução antes da passagem do furacão Rita. Os temores pela passagem do novo furacão levaram a cotação do barril de petróleo a voltar a subir na quarta-feira, ultrapassando os US$ 67 no mercado asiático. O aumento do preço do barril ocorreu apesar da decisão da Opep (cartel dos exportadores de petróleo), na terça-feira, de aumentar sua produção diária em 2 milhões de barris para tentar conter as cotações. Os estragos causados pelo Katrina já haviam sido apontados como causa para que o preço do barril ultrapassasse os US$ 70 nos dias após a passagem do furacão.
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