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Caçador de nazistas Simon Wiesenthal morre aos 96 anos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O caçador de nazistas Simon Wiesenthal morreu na noite desta terça-feira na capital da Áustria, Viena, aos 96 anos. Ele morreu enquanto dormia. Wiesenthal calculava ter levado mais de 1,1 mil criminosos nazistas à Justiça desde a Segunda Guerra Mundial. Nascido em Lviv, então parte do Império Austro-Húngaro, em 1908, Wiesenthal viveu a invasão soviética da região e, mais tarde, a ocupação nazista. Ele passou quatro anos sob poder dos nazistas até ser libertado do campo de Mauthausen por tropas americanas, em 1945. Em seguida, listou às autoridades os nomes de 91 oficiais de campos de concentração. Mais tarde, conseguiu rastrear e prender 70 deles. Seu maior sucesso na caça de comandantes nazistas foi a captura de Franz Stangl, o comandante do campo de Treblinka, onde 40 mil pessoas foram mortas. Já uma das grandes decepções foi não ter conseguido levar à Justiça o cientista de Auschwitz Josef Mengele, que acabou morrendo no Brasil em 1978. Consciência "Simon Wiesenthal era a consciência do Holocausto", disse o rabino Marvin Hier, diretor do Centro Simon Wiesenthal. "Quando o Holocausto terminou em 1945, e o mundo todo quis esquecer, ele permaneceu lembrando. Ele não esqueceu." "Ele se tornou um representante permanente das vítimas e assumiu um trabalho que ninguém mais queria." "A tarefa era enorme", continuou Hier. "A causa tinha poucos amigos. Os aliados já estavam concentrados na Guerra Fria, os sobreviventes tentavam reconstruir suas vidas e Simon Wiesenthal estava só, combinando simultaneamente os papéis de promotor e detetive." |
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