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Coréia do Norte aceita suspensão de atividades nucleares | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Coréia do Norte concordou em acabar com seu programa nuclear e voltar a integrar o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. É o que afirma um comunicado divulgado por negociadores dos seis países que discutem o programa nuclear norte-coreano na capital da China, Pequim. Os norte-coreanos também concordaram em permitir vistorias da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Em contrapartida, os Estados Unidos declararam não ter intenção de atacar a Coréia do Norte e vão respeitar sua soberania. A decisão aconteceu durante a quarta rodada de negociações entre os seis países (Coréia do Norte, Coréia do Sul, China, Estados Unidos, Rússia e Japão) que discutem a questão. Normalização "Esse é o resultado mais importante obtido desde o início das negociações, há mais de dois anos", disse Wu Daw, vice-ministro das Relações Exteriores da China. O país "promete abandonar todas as armas nucleares e programas nucleares correntes, regressar ao Tratado de Não-Proliferação assim que possível e aceitar inspeções" da IAEA, diz o comunicado. "Os Estados Unidos afirmam que não possuem armas nucleares na península coreana e não têm intenção de atacar ou invadir (a Coréia do Norte) com armas convencionais ou nucleares." O grupo dos seis países divulgou uma nota oficial dizendo que irá discutir no futuro o pedido norte-coreano de um reator nuclear. Segundo os norte-coreanos, o acordo prevê ajuda em termos de energia para a Coréia do Norte e "cooperação econômica nos campos da energia, comércio e investimento". O comunicado diz ainda que a normalização das relações entre Estados Unidos e Coréia do Norte está prevista no futuro. O grupo dos seis países deve se reunir novamente em novembro em Pequim. |
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