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Chile toma controle de controversa colônia religiosa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades chilenas tomaram o controle de uma controversa comunidade religiosa fundada por um ex-nazista acusado de abusar sexualmente de 26 crianças e de ajudar o regime militar de Augusto Pinochet (1973-1990). Autoridades judiciais entraram na colônia Dignidad, 350 km ao sul de Santiago, para tomar bens como parte de uma investigação sobre seus líderes. Um administrador foi nomeado pela Justiça para tomar conta do local. Não houve resistência. O ex-oficial militar alemão Paul Schaefer, 83, o fundador da colônia, foi preso em março após oito anos como fugitivo da Justiça. Outros três líderes da comunidade são acusados de cumplicidade. Fundada em 1961, a colônia vivia praticamente isolada do mundo exterior. Acredita-se que o local foi usado como centro de interrogatórios e tortura para prisioneiros políticos durante o regime de Pinochet. "Estado dentro do Estado" A procuradora-chefe do Chile, Clara Szczaranski, disse que a comunidade não será mais “um Estado dentro do Estado” e que seus moradores estão livres do que ela chamou de semi-escravidão imposta pelos líderes da colônia. Eles são acusados de manter até 300 pessoas no local à força. No início do ano, dois depósitos de armamentos, incluindo metralhadoras e morteiros, foram encontrados na comunidade. |
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