|
Brasileiro deserta as Farc e se rende na Colômbia, diz Itamaraty | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Ministério das Relações Exteriores informou nesta sexta-feira que o cidadão brasileiro César Caio Dias Borges se entregou às autoridades da Colômbia depois de ter desertado das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Em nota, o Itamaraty afirma que o brasileiro – que teria se rendido na terça-feira – informou ter sido "recrutado à força" pelas Farc. Borges, ainda segundo as informações oficiais, entregou-se ao Batalhão de Infantaria Mecanizada do Exército colombiano, no Departamento de Vichada, "tendo sido posteriormente trasladado para a sede da 4ª Divisão do Exército, localizada em Villavicencio, capital do Departamento de Meta". Segundo a agência de notícias Reuters, o brasileiro que seria conhecido como "Ronaldinho" teme voltar ao Brasil com medo de sofrer represália de traficantes de droga supostamente ligados à guerrilha colombiana. "Eu nunca tive vontade de ser guerrilheiro, eu não tinha nada a ver com o conflito armado na Colômbia", teria dito "Ronaldinho" em entrevista por telefone à Reuters. "Brasileiro morto" O brasileiro contou ainda à agência que um outro brasileiro chamado Antonio que escapou com ele das Farc teria morrido na fuga. "Antonio ficou numa parte alta da montanha, eu desci para buscar água na planície. Escutei dois tiros, a guerrilha o matou e a minha salvação foi correr e correr. A nota divulgada pelo Itamaraty diz que a embaixada em Bogotá enviou uma missão para Villavencio para prestar assistência consular e humanitária a Borges, "bem como colher informações adicionais sobre as circunstâncias do episódio, que envolveria, eventualmente, outro cidadão brasileiro". Segundo "Ronaldinho", ele e o amigo eram garimpeiros e teriam sido foram tomados à força pelas Farc quando passaram à região colombiana de Guainia. "(Eles) nos obrigaram porque tinham medo de que nós falássemos com os comandantes brasileiros do tráfico da cocaína e (disséssemos) quem eram os comandantes guerrilheiros", disse à Reuters. Na entrevista à agência, o brasileiro disse ainda que conheceu pessoalmente Tomas Medina Caracas, o "Negro Acacio", tido como responsável pelas operações de droga das Farc no leste da Colômbia e quem teria trabalhado com o traficante Fernandinho Beira-Mar, hoje preso no Brasil depois de ter sido preso e deportado pela Colômbia em 2001. Ele disse que pretende ficar na Colômbia "por vários meses" porque teme voltar ao Brasil. "Os traficantes do Rio de Janeiro têm vínculos com a guerrilha. Tenho medo de voltar ao Brasil, podem me descobrir e me matar. Não sei muito bem o que vai acontecer", disse Borges ou "Ronaldinho". |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||