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Para Sharon, ataque de colono é 'terrorismo judeu' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, qualificou de “um ato de terrorismo judeu” o assassinato de três palestinos por um colono israelense na Cisjordânia. Um homem identificado como Asher Weisgan, 38 anos, um morador do assentamento de Shvut Rachel, na Cisjordânia, abriu fogo nesta quarta-feira contra palestinos que estava transportando em seu veículo e um grupo de trabalhadores nas proximidades do assentamento de Shiloh, no norte da região. Pelo menos dois outros palestinos ficaram feridos no ataque. Pouco depois do incidente, militantes palestinos lançaram um ataque a morteiros contra o assentamento judeu de Morag, que fica perto da Faixa de Gaza, mas ninguém ficou ferido. O grupo militante islâmico Hamas prometeu que a ação de Weisgan será vingada. Retirada Sharon disse que o atentado teve o objetivo de causar distúrbios à retirada israelense da Faixa de Gaza, que entrou nesta quarta-feira em seu terceiro dia. Por sua vez, o líder palestino Mahmoud Abbas fez um apelo para que seus concidadãos mantenham o controle após o ataque do colono israelense. Abbas defendeu que a retirada israelense transcorra sem violência. Mas o grupo militante Hamas prometeu se vingar do ataque realizado pelo colono judeu. “Este crime não vai ficar sem uma dura punição”, disse Mushir al-Masri, um porta-voz do grupo, na Cidade de Gaza. “O inimigo está abrindo as portas para a vingança.” Citando uma rede de TV, o jornal israelense Jerusalem Post afirma que Abbas entrou em contato com líderes do Hamas para lhes pedir que não houvesse retaliações ao ataque. Antes, o Hamas havia dito que a resistência palestina vai aumentar na Cisjordânia, caso Israel continue a incrementar seus assentamentos na região. Al-Masri indicou que o Hamas pode não agir imediatamente, a fim de não tumultuar a saída dos israelenses da região. Faca Weisgan era motorista de um veículo de transporte de palestinos empregados na zona industrial de Shiloh. Ele realizou o ataque ao final do dia de trabalho, após ter parado em um posto de controle israelense. Segundo relatos, o colono teria retirado a arma de um militar após ameaçá-lo com uma faca. Em seguida, atirou contra palestinos que estava transportando, matando dois no ato. Weisgan correu em direção a um grupo de palestinos que estava em uma zona industrial próxima ao posto de controle, atirando contra eles e matando mais um. |
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