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Indonésia e rebeldes de Aceh assinam acordo de paz | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Indonésia e os rebeldes do Movimento para a Libertação de Aceh (conhecido como GAM) assinaram nesta segunda-feira um acordo de paz para acabar com um conflito armado de quase 30 anos. O documento foi assinado em Helsinque, na Finlândia, pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos da Indonésia, Hamid Awaluddin, e pelo chefe da delegação do GAM, Malik Mahmud. "Este é o começo de uma nova era para Aceh", disse o ex-presidente finlandês Martti Ahtisaari, mediador das negociações. "Mas ainda há muito trabalho pela frente." As negociações começaram depois do tsunami do fim do ano passado, que deixou cerca de 115 mil pessoas mortas e 800 mil desabrigadas no país. Logo após a tragédia, os dois lados fizeram um acordo informal para ajudar na distribuição de ajuda às vítimas. Acordo Segundo o acordo, os rebeldes deixaram de lado o pedido de independência, aceitando uma forma de governo auto-suficiente. Eles também terão a possibilidade de criar partidos políticos com sede na província. O governo da Indonésia também vai soltar presos políticos e oferecer terras a ex-combatentes para que eles possam se reintegrar à vida civil. Também serão estabelecidos em Aceh um tribunal de direitos humanos e uma comissão para a verdade e a reconciliação. Soldados e policiais que não são da província serão retirados de Aceh, e o GAM vai desarmar seus membros, em um processo que será monitorado por uma equipe da Ásia e da União Européia. Futuro Na capital da província de Aceh, Banda Aceh, telões foram colocados na principal mesquita para que as pessoas pudessem testemunhar a assinatura do tratado. Cerca de 15 mil pessoas morreram em mais de 29 anos de conflitos entre o governo e os rebeldes em Aceh. "Estamos aqui para tentar fazer história", afirmou o ministro indonésio Hamid Awaluddin. "Não vamos deixar que a amargura do passado destrua o nosso futuro." O representante do GAM, Malik Mahmud, disse que o movimento aproveitou a oportunidade para permitir que o povo de Aceh construa um futuro melhor. "Seria ingênuo não reconhecer que ainda existem muitos desafios. Ainda há muito trabalho a ser feito", disse ele. Outros acordos de paz entre os dois lados já fracassaram. Segundo a correspondente da BBC em Jacarta, Rachel Harvey, o primeiro teste deste novo acordo deve acontecer em um mês, quando os rebeldes devem começar a entregar as armas. |
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