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Presidente do Peru pede renúncia do gabinete | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Peru, Alejandro Toledo, pediu a renúncia de todo o seu gabinete depois que dois de seus ministros abdicaram dos cargos. "Em algumas semanas o prazo expira para aqueles que têm direito legítimo e aspiração a ser candidatos a posições públicas (nas eleições do ano que vem) renunciarem", afirmou Toledo, segundo a agência de notícias Reuters. "Para dar a eles o tempo necessário para se preparar, o presidente pediu a todo o gabinete para oferecer as suas renúncias e (o presidente) vai avaliar quem fica e quem não fica." O primeiro-ministro, Carlos Ferrero, e o ministro da Habitação, Carlos Bruce, renunciaram depois que Toledo nomeou o polêmico ex-embaixador do Peru na Espanha Fernando Olivera para o Ministério do Exterior. Um integrante do conselho consultivo do Ministério do Exterior, Alejandro Deustua, também deixou o seu cargo após a nomeação de Olivera. Legalização da coca Tanto Ferrero como Bruce se desentenderam com Olivera, que é a favor da legalização do cultivo da coca na região de Cusco – a planta é o principal ingrediente na produção da cocaína. O premiê não forneceu um motivo para a renúncia, mas disse que a sua decisão é irrevogável. A renúncia do primeiro-ministro já era esperada antes da indicação de Olivera por causa das suas pretensões políticas. Ele teria de abdicar do cargo para participar das próximas eleições parlamentares. Ainda assim, correspondentes da BBC dizem que a forma abrupta da renúncia pegou o país de surpresa. Ao pedir a renúncia coletiva, Toledo não mencinou as renúncias de Ferrero e Bruce. |
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