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Atualizado às: 02 de agosto, 2005 - 16h52 GMT (13h52 Brasília)
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Europeus ameaçam romper negociação com Irã
País diz que quer desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos
País diz que quer desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos
Os ministros do Exterior de Grã-Bretanha, França e Alemanha entregaram nesta terça-feira uma carta para o governo do Irã advertindo que a retomada do processo de enriquecimento de urânio pelo país pode significar o fim das conversações sobre o seu programa nuclear.

A carta, que também traz a assinatura de Javier Solana, representante de política externa da União Européia (UE), é endereçada ao principal negociador do Irã nas conversações, Hassan Rohani.

Anteriormente, o primeiro-ministro da França, Dominique de Villepin, disse que se o governo iraniano levar adiante seu plano nuclear, o caso vai ser remetido para o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).

Os três países da União Européia vinham resistindo a pedidos dos Estados Unidos de levar o caso do Irã para a ONU na esperança de que a crise pudesse ser superada com conversações.

No ano passado, o Irã havia chegado a um acordo com Grã-Bretanha, França e Alemanha para suspender o processamento de urânio e todas as outras atividades ligadas a combustíveis nucleares.

"Grande crise"

O ministro do Exterior da França, Philippe Douste-Blazy, disse que se as autoridades em Teerã retomarem tais atividades, dará início a uma grande crise internacional.

As autoridades iranianas disseram que a decisão de reiniciar o enriquecimento de urânio nas instalações nucleares de Isfahan é irreversível.

A afirmação foi feita pelo vice-diretor da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohammad Saeedi.

O anúncio deve pôr fim a dois anos de esforços da União Européia em fazer com que o Irã permanecesse aberto a discussões sobre a suspensão de seu programa nuclear.

Segundo o governo iraniano, as atividades nucleares do país já foram retomadas. Na prática, isso significa que uma decisão política foi tomada e que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) foi informada da intenção iraniana.

Autoridades do Irã também afirmaram que os lacres colocados pela AIEA em Isfahan seriam retirados.

O governo do Irã disse não temer que o caso seja levado à ONU, uma vez que os inspetores internacionais não encontraram provas de que o país está desenvolvendo armas nucleares.

O país também estaria esperando contar com o apoio de Rússia e China, países que integram o Conselho de Segurança e que são seus parceiros comerciais.

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