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Número de mortos em inundação na Índia passa de 800 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O número de mortos nas inundações dos últimos dias na região de Mumbai, na Índia, já passa dos 800, e as equipes de resgate afirmam que não há esperanças de encontrar mais sobreviventes. Os esforços de resgate continuam e as autoridades agora temem a transmissão de doenças devido às grandes quantidades de sujeira e carcaças de animais nas áreas inundadas. Krishna Vats, uma autoridade do Ministério de Auxílio e Reabilitação, disse que o número de mortos e feridos pode aumentar ainda mais pois os corpos das vítimas estão sendo retirados de locais onde ocorreram deslizamentos de terra. "Temos muitas carcaças de animais que precisamos retirar e uma grande quantidade de lixo nas ruas de cidades. Precisamos restabelecer o fornecimento de água, eletricidade e as telecomunicações, além de limpar a água", afirmou. Na terça-feira a região teria registrado o maior índice pluviométrico de todos os tempos em um único dia na Índia: mais de 65 centímetros. Controlar a população Autoridades afirmaram que agora estão lutando para controlar a população. No último incidente 22 pessoas, incluindo várias crianças, morreram pisoteadas depois que um falso alarme de tsunami gerou um tumulto em um subúrbio de Mumbai. Segundo o vice-ministro-chefe do Estado de Maharashtra, em declaração à agência de notícias Associated Press, "pessoas morreram por causa de boatos". Ele afirmou que carros da polícia com auto-falantes foram enviados para evitar que o incidente se repita. Na região norte de Mumbai, uma favela inteira foi esmagada por um deslizamento de terra. "Foi terrível retirar bebês que estavam debaixo das pedras e lama. Os muito jovens e os idosos simplesmente não conseguiram (escapar)", disse um bombeiro à agência de notícias Associated Press. Alguns vilarejos em volta de Mumbai ainda estão isolados, e suprimentos de água e comida estão sendo jogados nos locais por aviões. Metade das vítimas das enchentes morreu em Mumbai, esmagados por paredes que desabaram, presos em carros ou eletrocutados – muitos a caminho do trabalho, apesar de um aviso do governo para que ninguém saísse de casa na manhã seguinte às chuvas. Muitas pessoas passaram as últimas noites presas em escritórios. Mas, segundo o correspondente da BBC em Mumbai, Zubair Ahmed, escolas e outros escritórios reabriram depois de dois dias fechados e o aeroporto da cidade voltou a funcionar. |
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