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Emboscada mata pelo menos 12 operários no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 12 pessoas que trabalhavam para o governo do Iraque foram mortas e nove ficaram feridas nesta terça-feira, quando a van em que viajavam sofreu uma emboscada nos arredores de Bagdá. As informações são do Ministério do Interior do Iraque. As vítimas trabalhavam na estação de purificação de água de Al-Faris, em Abu Ghraib, 30 quilômetros ao oeste de Bagdá. Ainda não se sabe quem está por trás dos ataques. Fontes em hospitais afirmaram que o número de mortos é 17, mas a informação não foi confirmada pela polícia. O ataque ocorreu no mesmo dia em que forças iraquianas e americanas realizam uma ofensiva contra insurgentes sunitas nos arredores de Bagdá. Em Baquba, no norte do país, a polícia anunciou nesta terça-feira que matou a tiros Younis al-Difa que, segundo as autoridades, era chefe do escritório do líder rebelde Moqtada al-Sadr na cidade. Recrutamento de insurgentes Em um outro desdobramento da crise no Iraque, um relatório do Pentágono, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, diz que a polícia iraquiana está recrutando insurgentes e ex-condenados por causa de falhas no seu processo de seleção. "Há provas suficientes de que essas pessoas (potenciais terroristas ou insurgentes) de fato integram as fileiras do Serviço Policial Iraquiano", diz, segundo a agência de notícias Reuters, o documento de 96 páginas datado do dia de 15 de julho. O documento, divulgado inicialmente na edição desta semana da revista americana Time, não só critica os procedimentos de seleção, como recomenda uma revisão da forma como os registros são feitos no Ministério do Interior iraquiano. Ainda segundo o relatório, um grande número de recrutados são "marginalmente alfabetizado" e outros têm antecedentes criminais e deficiências físicas. A formação de uma força policial efetiva é a base da estratégia americana de tornar o Iraque cada vez mais responsável pela sua segurança e pelo combate aos insurgentes. O Pentágono fez questão de frisar que o relatório é baseado em estudos concluídos em abril e que os métodos de recrutamento e treinamento melhoraram desde então. O documento também considera um sucesso o programa de treinamento de iraquianos por forças americanas, do qual mais de 60 mil iraquianos já participaram. No início deste ano, um outro relatório do Pentágono concluiu que apenas metade dos batalhões da polícia iraquiana tinha capacidade de combater insurgentes. |
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