|
Emboscada mata pelo menos 17 operários no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 17 pessoas que trabalhavam para o governo do Iraque foram mortas nesta terça-feira quando o comboio em que viajavam sofreu uma emboscada nos arredores de Bagdá. Outras 30 pessoas ficaram feridas no ataque, em que cerca de dez homens armados teriam atirado contra dois ônibus no comboio. Os ônibus levavam para casa trabalhadores que vinham da estação de purificação de água de Al-Faris, em Abu Ghraib, a aproximadamente 30 km ao oeste de Bagdá. Segundo um dos passageiros que foi ferido pelos tiros, os atacantes continuaram atirando até que ficaram sem munição. Recrutamento de insurgentes O ataque ocorreu no mesmo dia em que forças iraquianas e americanas realizam uma ofensiva contra insurgentes sunitas nos arredores de Bagdá. Em Baquba, no norte do país, a polícia anunciou que matou a tiros Younis al-Difa que, segundo as autoridades, era chefe do escritório do clérigo xiita Moqtada al-Sadr na cidade. Em um outro desdobramento, um relatório do Pentágono, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, diz que a polícia iraquiana está recrutando insurgentes e ex-condenados por causa de falhas no seu processo de seleção. "Há provas suficientes de que essas pessoas (potenciais terroristas ou insurgentes) de fato integram as fileiras do Serviço Policial Iraquiano", diz, segundo a agência de notícias Reuters, o documento de 96 páginas datado do dia de 15 de julho. O documento, divulgado inicialmente na edição desta semana da revista americana Time, não só critica os procedimentos de seleção, como recomenda uma revisão da forma como os registros são feitos no Ministério do Interior iraquiano. Ainda segundo o relatório, um grande número de recrutados são "marginalmente alfabetizado" e outros têm antecedentes criminais e deficiências físicas. A formação de uma força policial efetiva é a base da estratégia americana de tornar o Iraque cada vez mais responsável pela sua segurança e pelo combate aos insurgentes. O Pentágono fez questão de frisar que o relatório é baseado em estudos concluídos em abril e que os métodos de recrutamento e treinamento melhoraram desde então. O documento também considera um sucesso o programa de treinamento de iraquianos por forças americanas, do qual mais de 60 mil iraquianos já participaram. No início deste ano, um outro relatório do Pentágono concluiu que apenas metade dos batalhões da polícia iraquiana tinha capacidade de combater insurgentes. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||