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Atualizado às: 22 de julho, 2005 - 03h47 GMT (00h47 Brasília)
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Paquistão cobra ação britânica contra terrorismo
Musharraf
Musharraf instituiu monitoramento de sermões em mesquitas
O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, anunciou nesta quinta-feira uma série de medidas para combater grupos militantes baseados no país, mas disse que as autoridades britânicas também precisam atuar contra organizações atuando em seu território para evitar ataques como os de 7 de julho.

Num discurso em rede nacional, Musharraf proibiu organizações banidas de operarem sob novos nomes e a circulação de material considerado inflamatório, instituiu o monitoramento de sermões que pregam o ódio em mesquitas e exigiu que todas as escolas religiosas, ou madrassas, se registrem junto ao governo até dezembro.

As investigações da polícia britânica mostraram que três autores dos atentados do último dia 7 de julho em Londres nasceram no Paquistão e dois dele visitaram o país no ano passado. A família de um deles disse que ele esteve numa escola religiosa (madrassa).

O presidente paquistanês, no entanto, defendeu a sua estratégia de combate a militantes e disse que as autoridades britânicas têm que fazer mais para combater os militantes instalados no seu próprio território.

"Existem organizações extremistas no Reino Unido - há o Hizbul Tahreer e o al-Muhajiroun - que operam com total impunidade naquela região."

Musharraf disse que os responsáveis pelos ataques de 7 de julho "não podem ser chamados de seres humanos" e que o Paquistão estava do lado da Grã-Bretanha no combate ao terrorismo.

"Nós estamos juntos na luta contra o terrorismo, nós precisamos permanecer juntos e lutar juntos."

No entanto, o líder paquistanês disse que, embora três dos responsáveis fossem de origem paquistanesa, eles haviam nascido e sido educados na Grã-Bretanha.

Ele também fez um apelo aos paquistaneses para se juntar ao que chamou de luta sagrada contra o extremismo.

Musharraf também chamou atenção para o quarto suspeito, de origem jamaicana. "Onde o jamaicano foi doutrinado?", perguntou o presidente.

"Há muito o que fazer pelo Paquistão e muito a ser feito pela Inglaterra", disse.

Autoridades paquistanesas fizeram várias prisões em escolas religiosas nas províncias de Punjab e Sindh e uma série de publicações que promovem o extremismo religioso foram punidas.

No entanto, investigações teriam mostrado que nenhum dos presos tinha conexão com os atentados de Londres.

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