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Oito ministros pedem demissão nas Filipinas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Oito ministros pediram demissão nesta sexta-feira nas Filipinas, exigindo a renúncia da presidente Gloria Arroyo. A decisão foi tomada um dia depois de Arroyo - que está sob pressão por suspeita de fraude nas eleições - afirmar que não iria deixar o poder, ao mesmo tempo em que pedia a renúncia coletiva de seu gabinete. Arroyo é suspeita de ter tentado influenciar no resultado das eleições do ano passado. Os oito ministros pediram à presidente que faça o "supremo sacrifício" e entregue o poder ao vice-presidente Noli de Castro. Questão política A presidente Gloria Arroyo se desculpou na semana passada pelo "lapso de julgamento", depois de admitir ter telefonado para um membro do comitê eleitoral durante as eleições de 2004, mas negou ter tentado influenciar o resultado.
"Eu estava ansiosa para proteger meus votos e, na época, conversei com várias pessoas, inclusive um membro da Comissão Eleitoral", disse ela. Segundo o ministro das Finanças, Cesar Purisima, um dos demissionários, não é apenas a questão política que preocupa o gabinete. "Quanto mais tempo ela permanecer no poder, sob esta nuvem de dúvidas e desconfiança, e com seu estilo de tomar decisões, maior os danos para a economia", disse o ministro. Junto a ele, os ministros do Orçamento, Comércio, Educação, Bem-Estar Social, Reforma Agrária e dois assessores presidenciais pediram demissão. Além da suspeita de fraude eleitoral, a presidente também enfrenta alegações de que membros de sua família recebem pagamentos de uma rede de cassinos ilegais. O comandante do Exército, General Efren Abu, já avisou que não vai intervir. |
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