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ONG diz que proposta de Bush de dobrar ajuda à Africa é insuficiente | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A agência humanitária britânica ActionAid considerou insatisfatória a proposta do presidente americano, George W. Bush, de dobrar a ajuda financeira à África nos próximos cinco anos. "Este é um passo muito modesto que está sendo apresentado como um salto colossal", disse o porta-voz da entidade de combate à pobreza. Bush falou da proposta ao apresentar as suas prioridades para a reunião de cúpula do G-8 (grupo dos sete mais países mais ricos do mundo mais a Rússia), na próxima semana. Segundo o presidente americano, os países desenvolvidos do Ocidente têm uma "oportunidade extraordinária de levar a África à vitória contra a pobreza extrema". A Grã-Bretanha, que detém a presidência rotativa do G-8, quer que os líderes do G-8, que se encontrarão na Escócia, se comprometam com o combate à pobreza na África e com medidas para conter o aquecimento global. O presidente americano não deu indicações de que estaria disposto a agir na questão climática e criticou os que se opõem a projetos energéticos de qualquer natureza. Segundo Watt, da Actionaid, o aumento da ajuda americana de US$ 4 bilhões para $8 bilhões por ano é equivalente a dois dias de gastos militares do país. "As 4,7 milhões de pessoas na África que precisam de remédios contra a Aids e as 40 milhões de crianças fora da escola merecem mais do que isso. Elas não podem se dar ao luxo de esperar até 2010", disse ele, segundo a agência de notícias Reuters. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, elogiou a iniciativa americana. Segundo o seu gabinete, a promessa de Washington, somada a compromissos assumidos pela União Européia, Japão e Canadá, aumentaria o volume total atualmente doao à Africa em US$ 25 bilhões. Segundo a agência Reuters, a organização humanitária britânica Oxfam, no entanto, disse que esse aumento é bem-vindo, mas pediu que faça parte de um pacote de US$ 50 bilhões para os países pobres. |
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