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Confissão de serial killer choca os EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-líder de uma Igreja chocou os Estados Unidos ao admitir ser responsável por uma série de assassinatos que aterrorizaram o Estado de Kansas entre os anos 1974 e 1991. Dennis Rader, de 60 anos, contou com detalhes e sem demonstrar emoção a um tribunal cheio de familiares das vítimas como torturou e matou dez pessoas ao longo de 17 anos. Os crimes ficaram conhecidos como os assassinatos BTK (sigla formada pelas palavras "Amarre, Torture e Mate", em inglês), em referência a uma expressão usada pelo próprio assassino numa carta à imprensa. Analistas de TV compararam a sua descrição como a de "um dia qualquer no escritório". "Projetos" Rader foi preso depois de escrever uma carta anônima à polícia em que dizia ser o autor dos crimes. A sentença só deverá sair no próximo dia 17 de agosto. O réu confesso deve ser condenado à prisão perpétua, mas não está sujeito à pena de morte porque os assassinatos ocorreram antes de o Estado adotar esse tipo de penalidade. Rader – que, além de líder numa igreja, foi líder escoteiro – fez a confissão no início do julgamento. Referindo-se às suas vítimas como "projetos", ele contou que procurava vítimas no seu tempo livre para depois segui-las e matá-las. "Eu nunca tinha estrangulado ninguém antes, portanto eu realmente não sabia quanta pressão você tinha de colocar numa pessoa ou quanto tempo levaria", disse Rader, ao descrever um dos seus primeiros crimes. As primeiras vítimas de Rader foram os membros de uma família: Joseph Otero, 38, a sua mulher, Julie, de 34, e os dois filhos do casal. Eles foram mortos em janeiro de 1974. Rader disse que a família inteira entrou em pânico e que ele "trabalhou" rapidamente. "Eu estrangulei a senhora Otero. Ela desmaiou. Eu achei que ela estava morta. Eu estrangulei Josephine. Ela desmaiou. Eu achei que ela estava morta.Daí eu pus um saco de plástico na cabeça do Júnior." O réu depois disse que voltou para a mãe e a estrangulou "de novo". A maioria das vítimas eram mulheres e na maior parte dos casos, elas foram estranguladas, embora algumas tenham sido esfaqueadas ou mortas a tiros. |
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