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Partido de direita na Itália quer castrar estupradores | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Liga do Norte, partido de extrema-direita na Itália, apresentou um projeto de lei nesta semana que permite a castração de condenados por estupro. A proposta surgiu em meio ao aumento de registros no número de estupros no norte da Itália e a um debate que aponta a ampliação da imigração como a causa. Segundo projeto de lei, a castração química ou cirúrgica dos criminosos é necessária para "remover uma doença social que é uma ameaça à vida e à segurança pública". O projeto vem sendo alvo de duras críticas e, segundo especialistas, não deve ser aprovado. A proposta também recebeu críticas do ministro do Interior da Itália, Giuseppe Pisanu. "A comparação entre imigração ilegal e criminalidade não faz sentido e não deveria ser levada em consideração em uma sociedade civil como a nossa", disse o ministro, afirmando ainda que crimes cometidos por imigrantes não podem influenciar a política para a imigração da Itália. Pisanu afirmou que as leis vigentes na Itália são boas e não precisam ser modificadas. A Liga do Norte é contrária à imigração e é um dos quatro partidos que compõem a coalizão de centro-direita do governo. O norte da Itália, mais conservador, tem sido palco de vários protestos contra a imigração. Uma pesquisa publicada pela revista L´Espresso mostrou que 53% dos italianos acham que o aumento da imigração deixou o país mais inseguro. Cerca de 45% acham que não. O restante não soube opinar. |
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