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Espanhóis protestam contra casamento gay | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas de Madri, na Espanha, para participar de uma manifestação contra os planos do governo de legalizar o casamento entre homossexuais. A manifestação foi organizada por bispos católicos e por membros do Partido Popular, de oposição. Mais de 500 ônibus foram usados para transportar pessoas até a capital espanhola. Vôos especiais trouxeram manifestantes da Ilhas Canárias e da áreas espanholas no Marrocos. Em abril passado, a Câmara baixa do parlamento espanhol aprovou o casamento gay. Mas ela ainda precisa ser aprovada pelo Senado. Divórcio e aborto O Vaticano condenou a lei. Se for aprovada, a Espanha vai ser o primeiro país da Europa a permitir que homossexuais casem e possam adotar filhos. O chefe do Conselho Pontificial para a Família, cardeal Alfonso Lopez Trujillo, disse que a nova legislação seria injusta. Quando o primeiro-ministro José Luis Zapatero tomou posse, há um ano, ele disse que pretendia remover o que chamou de vantagens da Igreja e transformar a Espanha num estado secular. Zapatero indicou que pretende mudar as lei que regulamentam divórcio e aborto. Pesquisas de opinião indicam que a maioria dos espanhóis apóiam o casamento gay. Mas a lei enfrenta forte resistência no país, que é predominantemente católico. Vários prefeitos espanhóis disseram que vão se recusar a casar pessoas do mesmo sexo, se a lei for aprovada. Grupos defensores dos direitos de gays e lésbicas realizaram uma manifestação paralela para apoiar a lei. |
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