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Atualizado às: 17 de junho, 2005 - 18h13 GMT (15h13 Brasília)
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Neta de investigador diz ter arma que matou Trostky
Leon Trotsky
Trotsky foi o braço direito de Lenin durante a revolução
Ana Alice Salas, neta do agente secreto que investigou a morte do revolucionário russo Leon Trotsky, diz ter guardado o picador de gelo usado no assassinato. Segundo ela, 65 anos após o crime, a arma ainda tem manchas de sangue.

Trotksy foi um dos nomes mais importantes da revolução russa, tendo ajudado a derrubar o regime tsarista e sido uma figura influente nos primeiros anos da União Soviética.

Após perder uma queda de braço pelo poder no país com Joseph Stalin, ele foi forçado ao exílio, na década de 1920.

Em 1940, o agente stalinista de origem espanhola Ramon Mercader matou Trotsky em sua casa na Cidade do México.

O neto de Trotsky, entretanto, disse à BBC que não quer conversar com a neta do investigador se o interesse de Salas for o lucro.

Esteban Volkov disse que vai concordar com um teste nas manchas de sangue para averiguar se ele pertenceu mesmo ao seu avô comunista apenas se a intenção for somente a de provar que a peça é verdadeira.

"Se ela quiser doar a peça ao museu, eu concordarei com um teste de sangue", diz ele, lembrando que outras pessoas já disseram possuir a arma que matou Trotsky.

O museu em questão seria o que foi construído na casa onde o revolucionário viveu e foi morto na capital mexicana.

‘Perigo’

Volkov contou suas memórias de como, quando ainda era um garoto, encontrou seu avô morto ao voltar para casa da escola

"A polícia estava na porta de casa, e eu tive uma sensação de ansiedade, de que algo sério tinha acontecido."

Dentro da casa, ele encontrou um Trotsky já mortalmente ferido que faleceria no hospital no dia seguinte.

Uma das versões é que mesmo com o picador de gelo enterrado na testa, o revolucionário teria lutado com seu algoz.

Beatrice Lopez, que trabalha como guia na casa, não gostaria de ver o picador de gelo no museu.

"Pessoalmente não gostaria de ter a arma do crime no museu", disse ela, que admite que a presença do artefato iria fazer aumentar o número de visitantes.

"Acho que isso iria atrair fanáticos e acho perigoso", disse ela.

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