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Autoridades chilenas descobrem esconderijo de armas 'de seita' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Autoridades chilenas anunciaram a descoberta de um esconderijo de armas automáticas e lançadores de projéteis na propriedade de uma reclusa comunidade religiosa. O ministro do Interior, Jorge Correa, disse que se trata do maior esconderijo de armas privadas já encontrado no país. O local foi descoberto durante investigações sobre o líder da comunidade, conhecida como Colonia Dignidad. O líder, Paul Schaefer, de 83 anos, é acusado de abusar sexualmente de crianças e de ajudar a polícia secreta chilena na repressão a opositores durante a ditadura militar do país (1973-90). Schaefer deixou a Alemanha, onde foi cabo do Exército nazista durante a Segunda Guerra, e estabeleceu a comunidade no Chile há mais de 40 anos. Ele ficou foragido de 1997 até este mês, quando foi preso em Buenos Aires. Além das acusações de abuso sexual, ele é acusado de envolvimento no desaparecimento de presos políticos durante a ditadura. O ministro do Interior disse esperar que a apreensão das armas ajude no processo contra Schaefer. "Nós estamos confiantes de que isso vai nos ajudar a convencer os juízes que além disso (Colonia Dignidad) ser uma associação ilegal dedicada a crimes sexuais e crimes de evasão fiscal, também tinha fins paramilitares", disse Correa. A seita de Schaefer pregava a ausência de contato entre homens e mulheres e longas horas de trabalho em troca de comida e moradia comunitárias. |
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