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China rejeita pressão dos EUA para esclarecer confronto de 1989 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A China rejeitou um pedido dos Estados Unidos para esclarecer detalhadamente quantas pessoas foram mortas, detidas ou desapareceram durante os protestos pró-democracia realizados na Praça da Paz Celestial (Tiananmen), há 16 anos. O Ministério das Relações Exteriores de Pequim declarou que os Estados Unidos deveriam prestar mais atenção às violações dos direitos humanos cometidas pelo país. Um dos porta-vozes do órgão, Kong Quan, acusou Washington "de interferir em assuntos internos de outro país". O pedido foi realizado no sábado, 16º aniversário dos protestos, pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Acredita-se que centenas de pessoas tenham morrido durante a repressão aos protestos. "Nós pedimos que o governo chinês preste contas dos milhares de mortos, detidos ou desaparecidos. A China deve ainda libertar os que estão presos injustamente", disse Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado. Em Hong Kong, a data foi marcada com uma vigília, com a participação de milhares de pessoas. Segundo analistas, muito dificilmente Pequim irá tornar pública qualquer informação sobre os protestos. O governo chinês constantemente defende o fato de ter usado a força contra as demonstrações estudantis realizadas em 1989 na praça de Pequim. Segundo o correspondente da BBC em Hong Kong, o governo fez questão de assegurar que não haveriam protestos em Tiananmen este ano. |
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